Nov 3, 2017

7 nutrientes que regulam o açúcar no sangue e melhoram a função do pâncreas.

A seguir apresentamos algumas sugestões que ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue e facilitam a função adequada de insulina do pâncreas.

Canela

Canela. A canela, um extrato da casca de uma árvore pequena do sudeste da Ásia, tem sido usada na medicina tradicional chinesa há milhares de anos. Estudos preliminares demonstraram que tomar pelo menos um grama de canela por dia pode ajudar a manter níveis normais de glicose no sangue. Estudos a nível celular demonstraram que a canela contém um polifenol (antioxidante vegetal), que pode ajudar a ativar os recetores de insulina nas nossas células, para que a glicose possa penetrar nos mesmos.

Crómio. O crómio é essencial para manter os níveis normais de açúcar no sangue. É necessário para o metabolismo normal das gorduras e hidratos de carbono. O crómio desempenha um papel importante no fator de tolerância à glicose, o que significa que melhora a sensibilidade à insulina.

Sulfato de vanádio Investigadores da Universidade British Columbia, em Vancouver, demonstraram que a administração oral de sulfato de vanádio ajuda a manter níveis saudáveis de triglicéridos e colesterol, e níveis adequados de glucose no sangue.

Gymnema Sylvestre A erva Gymnema Sylvestre foi utilizada durante centenas de anos na Índia pela medicina Ayurveda. Ajuda a equilibrar os níveis de açúcar no sangue e garante a função das células produtoras de insulina do pâncreas.

Ginseng. Estudos demonstraram que o consumo de ginseng em jejum pode ajudar a aumentar o estado de ânimo, melhorar o rendimento psicofísico e reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Ginseng

Niacinamida Há alguns atrás, os investigadores descobriram que a nicotinamida (a forma mais solúvel em água da niacina [vitamina B3]) conseguia restaurar as células beta do pâncreas, ou pelo menos abrandar a sua destruição.  A niacinamida está disponível e geralmente é considerada bastante segura. Diferencia-se da niacina por não provocar rubor ou dilatação dos vasos sanguíneos.

Luz solar: Os baixos níveis de vitamina D no corpo têm sido associados com alterações na tolerância à glicose. A luz solar ajuda a transformar um composto chamado esqualeno que está presente de forma natural na pele, em vitamina D3, assim, passear diariamente para permitir que o sol faça efeito na nossa pele, contribuirá para melhorar os nossos níveis de glucose no sangue.

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Oct 27, 2017

5 Alternativas aos medicamentos tradicionais para aliviar a dor da artrite

artrite

Para aliviar a dor e aumentar a mobilidade nos casos de artrite, a medicina  natural contempla, entre outros, os seguintes nutrientes:

Curcuma / Curcumina

A curcuma (Curcuma longa) é uma especiaria característica da cozinha indiana, e a curcumina é um ingrediente ativo responsável pelo aroma da curcuma e da cor alaranjada amarelada. No entanto, a curcumina é mais que um simples pigmento. Também se trata de um poderoso remédio medicinal. A curcuma é uma fonte antioxidante e elimina radicais livres mas as suas propriedades anti-inflamatórias fazem com que seja particularmente eficaz no alívio da dor da artrite. Administrado por via oral, a curcuma pode parar a dor da artrite em todo o corpo. Aplicado localmente, pode ser usado para tratar articulações específicas.

Capsaicina

A capsaicina é o componente responsável pelo picante dos ¨pimentos picantes¨. Aplicar capsaicina localmente é uma terapia clinicamente testada e segura para aliviar a dor da artrite. A capsaicina adere aos recetores nervosos e inicialmente provoca uma sensação de dormência ardente, seguida por um efeito analgésico ou bloqueio da dor. O creme de capsaicina é muito fácil de fazer. Basta misturar uma porção de pimenta de caiena e cinco porções de vaselina aquecida e aplicar a solução nas suas articulações doridas.

Bromelina

Trata-se de uma enzima extraída da planta do ananás cuja eficácia no tratamento das inflamações já ficou demonstrada. Na verdade, a utilização de 250 mg de bromelina duas vezes por dia entre refeições revelou-se eficaz no tratamento da artrite reumatoide. Num estudo realizado, mais de 70% dos pacientes a quem foi administrada bromelina, verificaram uma redução de inflamação e dor nas articulações e mais mobilidade. Ao usar como auxílio à digestão, deve ser tomada após as refeições, mas quando é utilizada para o tratamento da inflamação e da dor, deverá ser tomada entre as refeições.

Niacinamida

Ao longo da década de 1930, o Dr. William Kaufman documentou centenas de casos de pacientes severamente imobilizados com artrite que se tornaram móveis e autónomos após a terapia a longo prazo com niacinamida. Apesar da niacinamida (uma forma de vitamina B3) não ser considerada um composto anti-inflamatório ou analgésico, aparentemente a sua capacidade para desencadear a reparação das superfícies das articulações reduz drasticamente a dor e a inflamação.

Glucosamina e condroitina

O sulfato de glucosamina tem um papel fundamental na produção de proteínas que constituem uma cartilagem saudável. A rigidez e a dor nas articulações são sintomas de que estas proteínas essenciais estão a decompor-se e, consequentemente, a cartilagem está a desgastar-se. Para ajudar a prevenir esta erosão, o sulfato de condroitina proporciona um fornecimento constante dos nutrientes necessários para reparar as proteínas danificadas e produzir novas proteínas.

 

Oct 14, 2017

4 benefícios do Ubiquinol ¨CoQ10¨ que revelam a sua importância

Ubiquinol, CoQ10

O Ubiquinol, mais conhecido por CoQ10, já se encontra presente nas nossas células. Trata-se de uma enzima natural com uma função importante numa série de funções corporais. Apesar de ser sintetizada de forma natural pelo nosso corpo, pode dar-se o caso de ser necessário tomar um tipo de suplemento de acordo com a nossa idade ou estado de saúde.

ao longo da nossa juventude, os nossos corpos sintetizam níveis suficientes de ubiquinona em ubiquinol para fazer face aos radicais livres e criar energia suficiente. Mas à medida que envelhecemos, o nosso corpo não consegue produzir ubiquinol suficiente e os radicais livres ficam com mais margem para causar danos às nossas células.

Dispor de níveis baixos de ubiquinol, pode levar a uma perda de energia e acelerar os efeitos do envelhecimento.

O que é que o Ubiquinol pode fazer por si?

Quem dispõe de níveis adequados de ubiquinol, dispõe de um organismo melhor preparado para levar a cabo determinados processos orgânicos importantes para a nossa saúde.

A saúde cardiovascular: estudos levados a cabo demonstram que uma presença saudável de ubiquinol está vinculado a um coração saudável. O suplemento de ubiquinol ajudou os pacientes com insuficiência cardíaca a bombear sangue de forma mais eficaz, inclusivamente mais eficientemente do que quando administrada ubiquinona – a forma não sintetizada de ubiquinol, entre outros efeitos benéficos.

Níveis de açúcar no sangue: também foi possível demonstrar em investigações recentes que as pessoas com diabetes têm aproximadamente 75% menos ubiquinol nos seus organismos em comparação com o grupo de controlo não diabético, devido aos efeitos do stresse oxidativo. Assim, complementar estas carências pode contribuir para uma melhoria dos diabéticos.

 Produção de energia: o ubiquinol trabalha sintetizando energia mitocondrial e produzindo ATP (adenosina trifosfato). Trata-se da principal energia intermédia nos organismos vivos, pelo que o ubiquinol pode aumentar seriamente os níveis de energia. Recomendado para atletas de resistência e qualquer pessoa que sofra de fadiga, cansaço e letargia.

Ubiquinol, CoQ10, energia

Antienvelhecimento: Combater os efeitos do envelhecimento é basicamente lutar contra os radicais livres.

Os radicais livres são os átomos que perderam um eletrão e se tornam instáveis. Para colmatar o eletrão em falta, roubam eletrões a outros átomos. O ubiquinol –CoQ10 é rico em eletrões e ajuda a proporcionar eletrões de substituição aos radicais livres. Isto evita que se produza uma reação em cadeia onde os átomos ficam retidos num ciclo de perda e roubo de eletrões.

Assim, ao aumentar os nossos níveis de ubiquinol, está a ajudar a reduzir os sintomas do envelhecimento.

Para além disso, ajuda a quebrar a estrutura dos radicais livres. Desta forma, neutraliza-os e evita qualquer dano adicional.

 

Oct 3, 2017

Aprenda a amar as suas glândulas suprarrenais

glândulas suprarrenais

As glândulas suprarrenais são responsáveis por funções tais como a produção de cortisol, uma hormona segregada em momentos de stresse, bem como o controlo de níveis de açúcar no sangue.

Cada glândula suprarrenal de um adulto pesa entre 4 a 5 gramas. Localizam-se imediatamente por cima dos rins e têm uma cor amarelada. As glândulas são diferentes, uma é triangular, e a outra tem uma forma de meia lua, detetada pela primeira vez às 6 semanas de gestação.
A palavra “suprarrenal” tem origem no latim ‘ad renes’, ou seja, próximo do rim.

Atualmente, somos bombardeados pela luz artificial, não apenas a proveniente das lâmpadas, mas também a dos ecrãs de computador, TV, telemóveis ou tablets. Este facto pode lançar a confusão nos nossos ritmos circadianos, os quais estão ligados à luz e à escuridão. O nosso ritmo circadiano está em sintonia com as hormonas segregadas pelas glândulas suprarrenais, assim, se sentir fadiga suprarrenal, o sono de qualidade deve ser uma prioridade, criando para tal a rotina de dormir quando está escuro e acordar naturalmente com a luz do sol.

 Como já referimos, as nossas glândulas suprarrenais desempenham um papel muito importante na produção de hormonas necessárias especialmente durante momentos de stresse, pelo que, para manter a produção desta hormona em equilíbrio, é essencial identificar a causa subjacente de stresse. Ao colocar esta questão, é importante lembrar que o problema nunca tende a ser um problema em si, mas sim ser a resposta que damos ao problema e as nossas respostas estão muitas vezes programadas no nosso subconsciente, resultado de experiências com origem na primeira infância.  Assim, importa explorar esta área, no que diz respeito à melhoria da fadiga suprarrenal.

stresse

Se as glândulas suprarrenais estão cansadas, também não é aconselhável fazer desportos intensos uma vez que produzem ainda mais exaustão e aumentam o problema. É possível substituir por atividades desportivas mais suaves tais como caminhadas ou natação de baixa intensidade.

Também é benéfico para as glândulas suprarrenais iniciar o dia com um bom pequeno-almoço composto por proteína de alta qualidade, (por exemplo, ovos, abacate, sementes de chia, etc.), desta forma, ajuda a manter os níveis adequados de cortisol e estabilizar os níveis de açúcar no sangue durante o dia.

Sep 22, 2017

5 nutrientes importantes consumidos em todo o mundo

China – Ginseng

Na China, utiliza-se a raiz inteira e o extrato da planta de ginseng uma vez que desta forma se obtêm todas as vantagens dos compostos naturais do ginseng e dos seus ingredientes ativos mais poderosos. O ginseng é classificado como um “adaptogénico”. Os adaptogénicos são substâncias naturais que ajudam a regular as hormonas a reforçar o sistema imunológico, ajudando o corpo a readquirir o equilíbrio e a lidar com o stresse persistente. O ginseng pode aumentar a energia, a lucidez e a resistência ao stresse.

Cuba – Goiaba

A goiaba é uma das sobremesas mais populares da ilha do caribe. Este hábito parece beneficiar a tensão arterial. Num estudo controlado realizado com 120 pacientes com tensão arterial elevada, 61 pacientes comeram uma goiaba todos os dias antes de uma refeição e os outros 59 não alteraram a sua dieta. Ao cabo de 12 semanas, os pacientes que comeram a goiaba diariamente registaram uma redução média da sua tensão arterial sistólica de nove valores, e a sua tensão diastólica desceu oito valores.

Também ficou demonstrado que o sumo de goiaba reduz significativamente os níveis de açúcar no sangue. Sendo aconselhado o controlo dos níveis de insulina, caso seja consumido diariamente, caso seja necessário reduzir a dose.

Gâmbia – Papaia

Um grupo de médicos pediatras de Banjul, Gâmbia, descobriram que a polpa de papaia é um excelente remédio contra as queimaduras. A papaia contém enzimas proteolíticas tais como a papaína e a quimopapaína, que ajuda a eliminar o tecido morto, ajudando a manter a ferida limpa e prevenir infeções. Esta propriedade única também explica o motivo de ser utilizado durante séculos para eliminar com sucesso as verrugas e outras imperfeições da pele.

 

Sementes de Chia

México – Sementes de Chia

O óleo de chia tem a maior proporção de ácidos gordos ómega 3 de qualquer planta conhecida. Conta com uma longa história de utilização entre as culturas asteca e maia. Rica em antioxidantes. Para além disso, trata-se de uma excelente fonte de proteína e cálcio, com pouco teor de sódio, contém menos hidratos de carbono líquidos que outros grãos, e é uma excelente fonte de fibra solúvel e insolúvel.

Japão – Chá verde

No Japão, o chá verde é a bebida mais consumida, com uma média de entre 8 e 10 chávenas por dia. Os polifenóis do chá verde promovem níveis normais de colesterol e inibem a aglutinação das plaquetas. Estudos levados a cabo demonstraram que beber chá verde pode ajudar a tratar e prevenir várias condições de saúde, incluindo o acne, a osteoartrite, o aumento da próstata, bem como, reduzir o risco de cancros do cólon, mama, ovário, próstata e pulmão. Estimula o sistema imunológico e ajuda o corpo a combater as infeções.

Sep 15, 2017

De que forma a microbiota intestinal melhora a saúde imunológica

microbiota intestinal, bactérias

Como seria de esperar, a nossa microbiota intestinal desempenha funções específicas que melhoram a nossa capacidade de digerir, absorver e eliminar os alimentos que ingerimos;  no entanto, os benefícios das bactérias intestinais vão muito além da digestão. 

Um dos benefícios não digestivos mais conhecidos das bactérias intestinais boas é um sistema imunológico mais forte. Isto acontece de várias formas, mas geralmente é o resultado da capacidade da nossa microbiota prevenir que os organismos patogénicos tomem controlo do nosso corpo.

Tratando-se de um subproduto natural do próprio metabolismo, os micróbios que transportamos produzem substâncias que os nossos corpos utilizam para fortalecer as nossas defesas contra as bactérias, a levadura e outros organismos invasores. Estudos levados a cabo demonstraram que, por exemplo, as bactérias que revestem o intestino reforçam a barreira que impede que os agentes patogénicos saiam do trato gastrointestinal e se introduzam no corpo. Isto é particularmente importante no intestino grosso, onde a matéria fecal se acumula antes de ser evacuada. Se não existisse uma barreira forte nesta zona, as toxinas das fezes podiam ser reabsorvidas, o que representaria uma carga adicional para o nosso sistema imunológico. É o que acontece no síndrome de intestino permeável.

Este mecanismo de proteção depende de um ácido gordo conhecido por butirato ou ácido butírico, que é produzido pelas espécies de bactérias intestinais Lactobacillus e Bifidobacterium. Uma das principais funções do butirato é promover o crescimento das membranas mucosas que revestem os intestinos e aumentam a produção de mucosa. Esta mucosa reveste e protege as paredes dos intestinos e solta-se constantemente, arrastando consigo os agentes patogénicos.

membranas mucosas

As bactérias boas também fortalecem a saúde imunológica ao manter o trato digestivo a um nível de pH que dificulta, ou mesmo impossibilita, que as bactérias indesejáveis, tais como a salmonella (que provoca intoxicação alimentar), shigella (que causa diarreia), e E. coli (que pode provocar doenças intestinais e insuficiência renal crónica), se fixem ou proliferem. A flora intestinal saudável também produz um ácido gordo volátil que, juntamente com outros subprodutos, dificultam a sobrevivência dos fungos e da levadura.

Por último, a microbiota também ajuda a manter um trânsito intestinal regular. Quanto mais curto for o tempo de trânsito do intestino, menos oportunidades existem para que as toxinas sejam reabsorvidas pela corrente sanguínea.

Para realizar um diagnóstico do estado do sistema imunitário intestinal, a mucosa intestinal bem como a existência de bactérias, vírus ou parasitas, dispõe do kit de teste básico ou básico ampliado.

 

Sep 8, 2017

Ondas beta e alfa: Como dominar a energia elétrica do nosso cérebro?

Ondas beta e alfa

O nosso cérebro é composto por milhares de milhões de células cerebrais designadas neurónios, as quais comunicam entre si com eletricidade.

A combinação de milhões de neurónios que enviam sinais produz simultaneamente uma quantidade significativa de atividade elétrica no cérebro, algo que pode ser detetado utilizando equipamentos médico sensíveis, tal como um eletroencefalograma.

Esta atividade elétrica do cérebro é captada como um padrão de ondas cerebrais, devido à sua natureza cíclica (onda).

As ondas Beta correspondem ao padrão de ondas cerebrais mais comuns. As ondas cerebrais beta são produzidas quando estamos totalmente acordados, alerta, ativos. São as ondas que são ativadas quando o nosso cérebro é confrontado com um cenário de luta-fuga. O hemisfério esquerdo (racional) é o que permanece mais ativo. Quando a atividade das ondas beta se torna mais intensa, os nossos hemisférios cerebrais dessincronizam-se.

 O estado beta permite o funcionamento adequado na vida quotidiana, no entanto, um aumento da frequência de onda prejudica a nossa lucidez e capacidade de resolução, bem como a aprendizagem.

As ondas Alfa têm uma frequência mais baixa. Este estado verifica-se quando os nossos pensamentos não estão realmente concentrados e a nossa mente vagueia livremente. Quando nos encontramos num estado de relaxamento, meditativo ou a sonhar acordados. Também produzimos ondas cerebrais alfa quando estamos imersos em atividades quotidianas tais como tratar do jardim, tomar um banho ou quando passeamos. As ondas alfa são consideradas a ponte entre a mente consciente e subconsciente.

É possível treinar o nosso cérebro para alterar o tipo de ondas cerebrais através da aprendizagem de meditação e técnicas de relaxamento.

meditação e técnicas de relaxamento

De uma forma geral, tendemos funcionar a um ritmo cerebral beta, ou seja, em estado de alerta, pronto para produzir respostas, soluções ou reações.

A frequência das ondas beta oscila entre 13 e 60 pulsações por segundo na escala de Hertz. O estado beta caracteriza-se por um sentimento de inquietude, tensão, urgência, pressão, medo e stress.

 Quando alteramos nosso ritmo cerebral para alfa, reduzimos as nossas ondas cerebrais. O benefício deste estado é que se trata do estado do cérebro ideal para a aprendizagem e o desempenho.

Somos mais eficiente quando analisamos situações complexas, quando aprendemos novas informações, durante a memorização de dados e durante a execução de tarefas elaboradas.

Algumas formas de meditação, exercícios de relaxamento e atividades que permitem uma sensação de calma, também potenciam, naturalmente, esse estado alfa.

De acordo com os neurocientistas, o efeito de diminuição do ritmo cerebral de beta para alfa através de técnicas de relaxamento profundo altera os níveis de determinados químicos cerebrais benéficos.

Estudos levados a cabo demonstraram que os estados alfa aumentam significativamente os níveis de beta-endorfina, norepinefrina e dopamina. Estas substâncias químicas naturais estão ligadas a sentimentos de clareza mental aumentada e produzem um ambiente interno para a aprendizagem de novas informações e o acesso a informações aprendidas anteriormente. Este efeito positivo dura horas e inclusivamente dias.

 

Sep 1, 2017

A kombucha: 7 propriedades demostradas pela ciência

kombucha, propriedades

A kombucha é um chá fermentado originário da China do século III aC. Ficou também conhecido na Rússia, Índia e Japão, onde passou a ser uma presença constante entre os guerreiros samurais.

A Kombucha é feita com chá verde, preto ou branco. Trata-se de um chá fermentado durante pelo menos uma semana com açúcar e uma mistura de fungos, bactérias e levaduras. Trata-se de uma bebida probiótica com bactérias que auxiliam a digestão e fortalecem o sistema imunológico. Também contém enzimas, aminoácidos, antioxidantes e polifenóis.

Recentemente, os investigadores da Universidade da Letónia reuniram 75 estudos que comprovam as propriedades benéficas da kombucha para a saúde. Vejamos algumas delas:

Desintoxicante

Contém quantidades substanciais de ácido glucurónico, conhecido pelas suas propriedades desintoxicantes. Mistura toxinas tais como produtos farmacêuticos e contaminantes ambientais, transforma-os em compostos solúveis para que possam ser expulsos pelo corpo. Também ajuda a prevenir a absorção de toxinas pelos tecidos.

 Antioxidante

A kombucha contém grandes quantidades de antioxidantes, incluindo vitaminas E, C, betacaroteno e outros carotenóides. De igual forma que o chá preto, também contém polifenóis e outros compostos com propriedades antioxidantes. Mas, por ser fermentado, é muito mais eficaz que o chá normal. Ficou provado que a sua atividade antioxidante é 100 vezes superior à da vitamina C e 25 vezes superior à da vitamina E. Motivo pelo qual o consumo de kombucha pode ajudar a curar doenças crónicas causadas pelo stresse oxidativo.

Imunidade

O stresse oxidativo afeta o sistema imunológico mas os elevados níveis de vitamina C que contém, fortalecem a imunidade. O seu poder antioxidante também protege contra os danos das células, as doenças inflamatórias, a imunidade suprimida e os tumores.

 Doenças gástricas

Ficou demonstrado que cura eficazmente a ulceração gástrica. Os investigadores acreditam que o chá fermentado protege o conteúdo da mucina do estômago. A sua atividade antioxidante também protege o revestimento do intestino.
Para além disso reduz a secreção de ácido gástrico que pode danificar a membrana mucosa. Na verdade, ficou comprovado ser tão eficaz como o omeprazol mas sem os efeitos secundários.

 Toxicidade renal

Também pode ajudar a eliminar os danos renais causados por poluentes ambientais, sendo benéfico para pacientes que sofrem de insuficiência renal. Previne a calcificação nos rins e formação de pedra nos rins.

 Sistema nervoso

Contém vários aminoácidos, alcaloides de metilxantina (cafeína, teofilina e teobromina), ácido ascórbico (vitamina C) e vitaminas B (incluindo ácido fólico-B9), necessários ao metabolismo normal do sistema nervoso. Pode aliviar as dores de cabeça, o nervosismo e ajuda a prevenir a epilepsia. Também pode prevenir a depressão nos mais idosos.

 Infeções resistentes aos antibióticos

 Antibacteriano com propriedades para combater doenças infeciosas como a difteria, a escarlatina, a gripe, a febre tifoide, a febre paratifoide e a disenteria.  A sua elevada acidez total torna-a eficaz contra Helicobacter pylori, Salmonella typhimurium, Staphylococcus aureus e Bacillus cereus.

Aug 25, 2017

Intolerância à histamina: causas e sintomas

Intolerância à histamina

A histamina provoca uma resposta inflamatória imediata no corpo. É uma espécie de bandeira vermelha do nosso sistema imunológico, advertindo o nosso corpo que está sob ataque.

A histamina provoca a dilatação ou expansão dos nossos vasos sanguíneos, para que os glóbulos brancos consigam encontrar rapidamente a infeção ou o problema, permitindo um ataque rápido como forma de proteger o organismo. Trata-se de um processo que faz parte da resposta imune natural do corpo, mas se a histamina não é decomposta corretamente, pode dar origem à histaminose ou intolerância à histamina.

Uma vez que viaja pela corrente sanguínea, a histamina pode afetar o intestino, os pulmões, a pele, o cérebro e todo o sistema cardiovascular, contribuindo desta forma para vários problemas que frequentemente dificultam o seu diagnóstico.

O que está na origem dos níveis elevados de histamina?

  • Alergias (reações de IgE)
  • Supercrescimento bacteriano
  • Intestino permeável
  • Hemorragia gastrointestinal
  • Álcool fermentado, por exemplo o vinho, champanhe e cerveja
  • Deficiência de Diamina Oxídasa (DAO)
  • Alimentos ricos em histamina

Para além da histamina produzida no nosso organismo, também existem variados alimentos que contêm histamina de forma natural, provocam a libertação de histamina, ou seja, bloqueiam a enzima que descompõe a histamina, isto é, a enzima DAO.

alimentos que contêm histamina

Sintomas de excesso de histamina

Independentemente da fonte de histamina, quando o nível total do corpo exceder a capacidade das enzimas para decompor, verificam-se sintomas de excesso de histamina. A intolerância à histamina manifesta-se através de vários sinais e sintomas tais como:

  • Prurido (comichão especialmente na pele, olhos, ouvidos e nariz).
  • Urticária (bolhas) (por vezes diagnosticadas como “urticária idiopática”).
  • Inchaço dos tecidos (angioedema) especialmente dos tecidos faciais e orais e, por vezes, a garganta.
  • Hipotensão (queda da pressão arterial).
  • Taquicardia (aumento da frequência dos batimentos cardíacos).
  • Sintomas parecidos aos sentidos durante um ataque de ansiedade ou pânico.
  • Dor no peito.
  • Congestão nasal e secreção nasal.
  • Conjuntivite (irritação, lacrimejo, olhos vermelhos).
  • Alguns tipos de dores de cabeça diferentes dos da enxaqueca.
  • Fadiga, confusão, irritabilidade.
  • Em alguns casos, verifica-se mesmo a perda de consciência durante alguns segundos.
  • Ardor de estômago, “indigestão”, refluxo.

Se por um lado nem todos estes sintomas se verificam no mesmo indivíduo, e apesar da gravidade dos sintomas variar, o padrão dos sintomas parece ser consistente em todas as pessoas.

Para diagnosticar o excesso de histamina no organismo, é possível realizar o teste básico expandido e para diagnosticar a falta da enzima DAO; teste de alergias.

 

Analía Iglesias

analia@sibuscas.com

Aug 18, 2017

A importância de monitorizar os níveis de estrogénio para manter o peso adequado

estrogénio, peso adequado

A mulher produz níveis idênticos de estrogénio e progesterona. No entanto, existe a possibilidade de existir demasiado estrógeno relativamente à progesterona. Existem vários fatores que parecem explicar este desequilíbrio, mas o fator que parece ter mais relevo é o relativo à obesidade.

A obesidade ou o excesso de gordura corporal promove a predominância do estrogénio. As células gordas produzem estrogénio. De uma forma natural, as mulheres têm uma percentagem mais elevada de gordura corporal, a qual proporciona uma fonte de energia para o eventual desenvolvimento de um bebé, e por sua vez, trata-se de uma fonte de reserva de estrógeno que pode ser necessária para fins reprodutivos. No entanto, o excesso de gordura e o estrógeno adicional produzido podem transformar-se num problema.

Ao longo dos últimos anos, a ideia que o consumo excessivo de hidratos de carbono contribui significativamente para os problemas de obesidade tem vindo a ganhar relevo. Mais concretamente, estudos realizados provaram a existência de um vínculo significativo entre os elevados níveis de estrógeno, a puberdade precoce com o cancro da mama e a quantidade de bebidas com um elevado conteúdo de hidrato de carbono (refrigerantes) consumidos pelas jovens.

estrogénio, obesidade

Os xenoestrogénios (compostos semelhantes aos estrogénios) são solúveis em gordura e são descompostos facilmente. Tendem a acumular-se com o tempo e são armazenados pelo corpo nas células gordas. Isto submete o corpo a um assalto tóxico interminável e a um processo inflamatório que altera as funções intercelulares das células gordas.

Ficou provado que o excesso de gordura corporal altera os níveis de várias hormonas, como a insulina, a leptina e o estrógeno de tal forma que aumenta a obesidade. O estrogénio abranda o metabolismo e aumenta a produção de insulina, o que faz com que o corpo armazene mais calorias em forma de gordura em vez de as utilizar para produzir energia. Resumindo, quanto maior for o volume de gordura, mais elevados serão os níveis de estrogénio e quando mais elevados forem os níveis de estrogénio, mais vulneráveis ficamos à obesidade.

Para comprovar se tem um excesso de estrogénios no corpo, pode realizar o teste de hormonas sexuais ou se pretende obter um diagnóstico mais completo, utilize o teste do sistema endócrino.

Analía Iglesias

analia@sibuscas.com