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Feb 15, 2019

Duas estirpes de bactérias reduzem os sintomas de alergia, equilibrando a função imunológica

estirpes de bactérias

Quando o sistema imunitário reage de forma exagerado a algo no ambiente que é inofensivo para a maioria das pessoas, ocorre uma reação alérgica.

Quando o corpo perceciona uma ameaça de um alérgeno como a poeira ou o pólen, inicia uma ação defensiva. Os efeitos manifestam-se em sintomas, tais como: olhos lacrimejantes e segregação nasal para expulsar o alérgeno do corpo. Estes sintomas da alergia são os últimos numa longa reações em efeito de dominó envolvendo células do sistema imunológico do corpo.

A maior parte das pessoas recorrem a fármacos para eliminar os sintomas. O problema é que os anti-histamínicos, os esteroides e os descongestionantes fornecem apenas alívio temporário. A melhor solução é evitar que o corpo  reaja exageradamente a ameaças inofensivas como o pólen ou a poeira.

Para que isso aconteça, é preciso restaurar o equilíbrio imunológico, e isso significa voltar a capacitar as células dos sistema imunológico, mais especificamente células imunitárias Th2.

As células Th2 também são conhecidas como células T helper tipo 2. Estas células desempenham um papel importante na execução de uma resposta imunitária protetora para invasores estrangeiros, tais como alérgenos.

No sistema imune inato, os glóbulos brancos especializados designados células apresentadoras de antigénio primeiro identificam a substância nociva e realizam um ataque inicial. Seguidamente, informam o sistema imunitário adaptativo sobre a ameaça específica para que possa enviar as forças adequadas para o trabalho.

Quando a ameaça é produzida fora das células, é ativado um tipo de célula T auxiliar designada Th2  que é responsável por neutralizar os invasores. Mas quando a Th2 se torna hiperativa, provoca uma reação exagerada responsável pelas alergias.

As células Th2 ativadas estimulam dois tipos de células imunes: os eosinófilos e as células B.

Os eosinófilos são glóbulos brancos que libertam vários produtos químicos tóxicos que visam a destruição dos organismos invasores.  No caso das alergias, estas “balas” poderosas são disparadas por erro e exercem as suas forças destrutivas nos tecidos do hospedeiro e promovem a inflamação.

As células B libertam anticorpos especializados designados IgE, que seguidamente se unem aos mastócitos e basófilos, munidos de grânulos que contêm moléculas de sinalização tais como histamina, leucotrienos e outros mediadores da inflamação. Estes produtos químicos circular livremente no corpo, provocando sintomas de alergia.

Assim, a predominância exagerada de Th2 é, em última análise, o motivo para os sintomas da alergia.

No entanto, a maior parte dos tratamentos disponíveis atuam apenas quando as células Th2 se descontrolam.  Por exemplo:

  • Os anti-histamínicos bloqueiam a atividade da histamina, mas apenas depois de as moléculas de histamina tóxica serem libertadas dos mastócitos.
  • Os esteroides podem suprimir a inflamação induzida pelos eosinófilos ativados, mas apenas após terem sido estimulados pela atividade Th2, e de os mediadores químicos da inflamação terem sido libertados.
  • E os descongestionantesatuam reduzindo a secreção nasal e os olhos lacrimejantes, mas apenas após de a histamina ter surtido efeito.

sintomas de alergia

 Investigações científicas sobre as células TH2 do sistema imune

Cientistas do Japão e dos Estados Unidos descobriram dois compostos que ajudam a reestabelecer o equilíbrio das células Th2  e reduzem as respostas alérgicas do sistema imunológico.

Estes dos ingredientes são; o fermentação de levadura e o Lactobacillus acidophilus L-92. 

Ambos, reduzem os sintomas, diminuindo a resposta alérgica ao pólen e outros alérgenos, sem recorrer a medicamentos anti-inflamatórios, anti-histamínicos ou descongestivos.

Quando os pacientes alérgicos receberam o tratamento com fermentação de levadura e Lactobacillus acidophilus L-92  os resultados de três estudos diferentes revelaram:

  • 43%menos de dias com congestão nasal,
  • 24% deredução nas fossas nasais inflamadas, e
  • 31% deredução nos sintomas oculares.

Estes estudos científicos, mais uma vez demonstram a grande importância das bactérias intestinais no bom funcionamento do sistema imunológico.

Para muitas pessoas que sofrem de alergias sazonais, esta reação exagerada do sistema imunitário tem início no aparelho digestivo.

Para testar as alergias, é possível utilizar várias ampolas, como a de alergia comum, D30 e D60, ou a ampola de Histidina. Também é possível utilizar um kit de Teste de alergias ou um kit de alergias a pólenes se o problema surgir na primavera.

 

Jan 17, 2019

Relação entre a saúde das gengivas e o envelhecimento

a saúde das gengivas e o envelhecimento

A doença periodontal está associada a distúrbios por todo o corpo, incluindo doenças cardiovasculares, pulmonares, renais, ósseas ou mentais, como o Alzheimer.

A boca é “um potencial reservatório de bactérias com capacidade de promover doenças intestinais.

A doença periodontal afeta mais de 70% das pessoas com mais de 65 anos.

Os dentes e as gengivas que não são saudáveis podem causar distúrbios em praticamente todas as partes do corpo. A ligação mais direta é o efeito da doença periodontal no microbioma oral, a comunidade natural de micróbios que vivem na cavidade oral. Quando saudável, o microbioma oral apoia e protege as membranas mucosas delicadas e a superfície dos dentes.

No entanto, uma higiene oral inadequada, bem como uma alimentação e estilo de vida inadequados, medicamentos e doenças, podem alterar este equilíbrio microbiológico delicado.
O desequilíbrio microbiano resultante, muitas vezes designado disbiose, permite o crescimento excessivo de organismos patogénicos (causadores de doenças) na cavidade bocal.

Consequentemente, causa estragos no sistema imunológico normal e cria um ciclo vicioso que pode ter efeitos adversos sobre outros sistemas do corpo, causando problemas de saúde em partes do corpo mais longe da boca.

Para evitar estes efeitos, os cientistas realizaram uma extensa pesquisa sobre os probióticos, e finalmente identificaram duas estirpes de bactérias que podem parar este processo em duas frentes:

  • Streptococcus salivarius M18, que mata as bactérias orais nocivas e ajuda a reequilibrar o microbioma oral, e
  • Lactobacillus plantarum L-137, que aumenta a função imunológica oral e promove a cura.

Enquanto algumas bactérias protegem os dentes e gengivas, outras bactérias e micro-organismos causam cáries e doenças periodontais. Estas últimas, decompõem os compostos alimentares designados hidratos de carbono fermentáveis, produzindo subprodutos, tais como o ácido lático e outros ácidos orgânicos que promovem a desmineralização do esmalte e da dentina. Este amolecimento do esmalte está na origem do desenvolvimento da cárie dentária.

Em determinadas circunstâncias, as bactérias nocivas excretam uma substância semelhante à cola que ajuda a formar uma biopelícula, vulgarmente designada placa. Esta placa é uma agregação viva de várias bactérias e fungos que adere à superfície do esmalte dos dentes. Esta biopelícula é a raiz da doença dental.

Com o passar do tempo, a placa endurece e adquire vários minerais, passa então a momento designar-se tártaro.

A gengivite ocorre quando a placa dental estimula uma resposta imune nos tecidos moles em torno dos dentes, fazendo com que as gengivas fiquem inchadas, irritadas e chegando mesmo a sangrar muito facilmente.

Se não for tratada, a gengivite pode progredir para periodontite, uma condição em que determinadas bactérias destroem as estruturas de suporte dos dentes, o que, em última instância, pode levar à perda do dente.

As investigações mais recentes lograram demonstrar que a doença periodontal tem consequências de grande alcance que se propagam à maioria dos sistemas do corpo, em grande parte como resultado de alterações inflamatórias e outras interrupções na via de sinalização em todo o corpo. A doença das gengivas está associada a transtornos do cérebro, coração, pulmões, rins, fígado, ossos e vasos sanguíneos, sendo que qualquer um deles pode promover o envelhecimento e afetar a nossa esperança de vida.

a saúde das gengivas

A escovagem mecânica quebra a biopelícula, em certa medida, e com a lavagem e utilização de fio dental, ajuda a eliminar os hidratos de carbono fermentáveis. No entanto, é possível fazer ainda mais para combater o que é essencialmente um inimigo bacteriano.

A boa notícia é que reequilibrar o microbioma oral pode reduzir a placa carregada de bactérias, resultando em reduções significativas na inflamação por todo o corpo.

Isto significa que melhorar a saúde dos nossos dentes e gengivas é fundamental, não só para estas estruturas orais, mas também para a preservação da nossa saúde em praticamente todos os sistemas do corpo.

Em conjunto, estas duas estirpes probióticas benéficas descritas neste artigo reequilibram o microbioma oral e aumentam a imunidade por via oral.  Os cientistas mostraram que isto, por sua vez, inibe a doença periodontal e protege a saúde geral do corpo.

 

Dec 13, 2018

13 Propriedades medicinais do óleo de coco baseadas em provas

13 Propriedades medicinais do óleo de coco baseadas em provas

Se por um lado o óleo de coco sofreu um determinado desprestígio devido a uma certa deturpação nos últimos anos, raramente recebe a apreciação que realmente merece. Não só é uma gordura saturada “boa”, o óleo de coco também é um agente curativo excecional, com variadíssimas aplicações úteis para a saúde.

Alguns exemplos desta gordura saturada “boa” incluem

  • Queima gordura: Irónico, não é? Uma gordura saturada que pode acelerar a perda de gordura na região abdominal. Atualmente existem dois estudos fiáveis levados a cabo em humanos que mostram que apenas duas colheres por dia (30 ml), tanto em homens como em mulheres, conseguem reduzir a gordura abdominal num intervalo de tempo de 1 a 3 meses.
  • Reforço do cérebro: Um estudo publicado em 2006 na revista Neurobiology of Aging, demonstrou que a administração de triglicéridos de cadeia média (que se encontram mais frequentemente no óleo de coco) em 20 sujeitos com doença de Alzheimer ou deterioração cognitiva leve, teve como resultado aumentos significativos em corpos cetónicos (apenas 90 minutos após o tratamento) associados a uma melhoria cognitiva percetível nos casos com disfunção cognitiva menos grave.
  • Elimina os piolhos: Quando combinado com spray de anis, observou-se que o óleo de coco foi superior ao inseticida permetrina.
  • Cicatrização de feridas: O coco é utilizado para cicatrizar feridas desde que há memória. Três dos mecanismos identificados que justifica estes efeitos curativos são a sua capacidade para acelerar a reepitelização, melhorar a atividade da enzima antioxidante e estimular uma maior reticulação do colagénio no tecido que está a ser reparado.
    Ficou demonstrado também que o óleo de coco funciona de forma sinérgica com os tratamentos tradicionais, como a sulfadiazina de prata, para acelerar a recuperação das feridas por queimaduras.
  • Alternativa a AINE: Os fármacos anti-inflamatórios não  esteroides ou AINE são medicamentos utilizados para tratar tanto a dor como a inflamação.
    No entanto, ficou demonstrado que o óleo de coco também tem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ajuda a reduzir a fevre, pelo que seria uma alternativa aos fármacos convencionais.
  • Atividade contra a úlcera: Curiosamente, o leite de coco (que inclui componentes de óleo de coco), demonstrou ser tão eficiente como o sucralfato convencional (antiulceroso).

óleo de coco

  • Antifúngico: em 2004, foram isoladas 52 espécies de Cândida e foram expostas ao óleo de coco. Os resultados mostraram que a espécie mais notória, a Cândida albicans, regista a maior suscetibilidade.
    Os investigadores recomendaram o óleo de coco para o tratamento de infeções fúngicas tendo em conta a resistência de algumas espécies de Cândida que são mais resistentes a outros medicamentos antifúngicos.
  • Aumento da testosterona: foi possível comprovar que o óleo de coco reduz o stresse oxidativo nos testículos, o que resulta em níveis significativamente mais elevados de testosterona.
  • Reduzir o aumento da próstata: foi possível constatar que o óleo de coco reduz o crescimento benigno da próstata induzido pela testosterona.
  • Melhoria dos lipídios no sangue: O óleo de coco melhora constantemente a proporção de LDL: HDL no sangue dos que a consomem. Tendo em conta tudo isto, o óleo de coco não devia ser descartado por ser “uma gordura saturada que obstrui as artérias”.
  • Absorção de nutrientes solúveis em gordura: Descobriu-se recentemente que o óleo de coco é superior ao óleo de cártamo para melhorar a absorção de carotenoides do tomate.
  • Saúde óssea: Ficou demonstrado que o óleo de coco reduz o stresse oxidativo no interior do osso, o que pode prevenir o dano estrutural no osso osteoporótico.
  • Protetor solar: O óleo de coco bloqueia os raios UVA em 30%.

Obviamente, quando falamos de óleo de coco, só estamos a ver uma parte da incrível palma de coco.

No entanto, cada componente, incluindo a fibra de casca de coco , a proteína de coco e a água de coco, têm aplicações terapêuticas que foi possível confirmar empiricamente.

Nov 20, 2018

Reparar a mucosa gástrica e vencer o Helicobacter Pylori sem antibióticos

mucosa gástrica

acidez do estômago é benéfica uma vez que age como uma defesa primária contra as infeções e como ajuda nas primeiras fases da digestão. O corpo protege os seus próprios tecidos delicados do ácido do estômago com sistemas que requerem um equilíbrio preciso.

O mecanismo de defensa mais importante é formado pelas células parietais. Estas células atapetam o revestimento do estômago, segregando uma camada espessa de mucosidade protetora. No entanto, se as defesas naturais do corpo contra os ácidos estomacais estiverem debilitadas, pode provocar transtornos estomacais como a gastrite e a úlcera péptica.

A gastrite é a inflamação das paredes que formam o revestimento do estômago. Nem sempre produz sintomas, mas quando surgem, podem incluir dor abdominal, náuseas, vómitos e indigestão. Se por um lado este processo pode ser desencadeado por uma grande variedade de fatores, uma das causas mais comuns é a infeção pela bactéria H. pylori.

Helicobacter Pylori é uma causa importante de transtornos estomacais e intestinais, tais como úlceras estomacais e em duodeno (o início do intestino delgado), gastrite e cancro de estômago.

Com o passar do tempo, a H. pylori desgasta a barreira essencial da mucosa, deixando o tecido do estômago e do intestino delgado debilitado e exposto aos ácidos fortes produzidos ao comer e digerir.

Quando incrustada no revestimento mucoso, esta bactéria provoca uma afluência de células inflamatórias do sistema imunológico ao segregar “fatores de virulência” fortes.

Estas proteínas bacterianas bloqueiam a função normal de determinadas células imunitárias, aumentando simultaneamente a produção de radicais livres, e estimulam outro grupo de células imunológicas para produzir citoquinas inflamatórias (mensageiras responsáveis por transmitir o sinal a novas células inflamatórias para que se concentrem nessa zona. H. pylori pode ser tratada eficazmente com antibióticos. No entanto, existem provas convincentes de que a combinação única do mineral zinco com o peptídeocarnosina decorrente de aminoácidos, proporciona ações eficientes contra H. pylori e restaura de forma segura a saúde do estômago.

A suplementação com zinco demonstrou durante muito tempo que proporciona efeitos gastroprotetores e o nutriente carnosina pode aumentar ainda mais estes efeitos.

Zinco-carnosina oferece uma abordagem integral para abordar problemas estomacais como a gastrite e as úlceras pépticas. Para começar, elimina a origem do problema ao acelerar a erradicação da H. pylori. Também foi demonstrado que neutraliza os radicais livres e reduz a inflamação.

Para além de aumentar a produção de um fator de crescimento, importante para a reparação da ferida gástrica, a combinação de zinco-carnosina também repara o revestimento mucoso danificado ao estimular a secreção da nova mucosa gástrica.

gastrite

Os estudos em humanos permitiram demonstrar essa eficácia ao comprovar de que forma conseguem reduzir os sintomas associados às úlceras, ao mesmo tempo que melhoram ou curam a área danificada.

Para a realização do estudo, os cientistas administraram 150 mg de zinco-carnosina diariamente a 25 pacientes com diagnóstico de úlceras gástricas.

Após oito semanas, os resultados indicaram:

  • 63,6% de redução de acidez estomacal,
  • 80% de redução de arrotos,
  • 66,7% de redução de náuseas,
  • 76,9% de redução de distensão abdominal, e
  • Redução de 71%de sensibilidade do estômago.

Os investigadores também confirmaram:

  • O desaparecimento de dores noturnas em 91%dos participantes, e
  • Cura de 65% dos sujeitos durante a avaliação endoscópica.

Mas as provas científica de que nos pode ajudar no tratamento contra a H. Pylori não ficam por aqui.  Os cientistas levaram a cabo uma investigação de cerca de 700 variedades de Lactobacillus, durante a qual identificaram uma variedade, Lactobacillus Reuteri, com capacidade de fixar-se aos organismos de H. pylori e retirá-los inofensivamente do trato gastrointestinal.

Com a ajuda desta variedade, é possível reduzir substancialmente o número de bactérias H. pylori que residem no estômago, sem necessidade de abordar um tratamento com antibióticos.

Se pretende utilizar a kinesiología para diagnosticar uma infeção por H. Pylori, pode utilizar o kit de teste de bactérias, e para avaliar o estado do nosso sistema digestivo, incluindo, mucosas, estômago, duodeno, intestino delgado e grosso, pode utilizar o kit de teste de órgãos.

 

Nov 2, 2018

Porque razão todos deviam fazer um teste de intolerâncias alimentares

intolerâncias alimentares

As intolerâncias alimentares subjacentes são um aspeto que, por vezes, passa despercebido na nossa saúde geral. Ao contrário de alergias alimentares (que muitas vezes apresentam sintomas mais agudos), as intolerâncias alimentares não implicam sintomas graves, no entanto, acabam por afetar o trato gastrintestinal, a permeabilidade intestinal e originam uma série de sintomas secundários que podem variar de pessoa para pessoa.

Quando falamos de intolerâncias alimentares, referimo-nos aos alimentos que o nosso organismo não descompõe enzimaticamente, conduzindo a uma integridade intestinal enfraquecida. Em caso de intolerância alimentar, geralmente os sintomas manifestam-se algumas horas após a ingestão.

No entanto, os sintomas podem demorar até 48 horas a manifestar-se e podem durar horas ou mesmo dias, o que faz com que estes alimentos sejam especialmente difíceis de identificar. Para além disso, se consumirmos frequentemente alimentos aos quais somos intolerantes, pode ser difícil relacionar os sintomas com um determinado alimento.

Se estas intolerâncias não forem detetadas ao longo de meses ou anos, consumindo alimentos a que somos intolerantes, os sintomas tornam-se problemas crónicos, decorrentes da inflamação sistémica que provoca artrite, enxaquecas, distúrbios digestivos, problemas de pele e doenças autoimunes.

Se, pelo contrário, detetamos as intolerâncias alimentares que nos afetam e eliminarmos completamente os alimentos através de uma dieta de eliminação, pode curar o intestino, aumentar a integridade da mucosa intestinal e substituir as culturas de probióticos efetivamente, o que leva a uma diminuição de sintomas crónicos secundários.

Embora as intolerâncias alimentares não sejam a causa de todos os desequilíbrios, o facto de conhecermos as que nos afetam desempenha um papel importante em qualquer plano abrangente para a saúde e bem-estar, e muitas vezes é uma possível solução para eliminar os sintomas persistentes e “aleatórios” que não podem ser associados a qualquer outra coisa.

Ao substituir ou eliminar as intolerâncias alimentares, o intestino tem uma capacidade notável de melhorar o seu estado, e após um tratamento adequado de recuperação, é possível voltar a introduzir esses alimentos.

De uma forma geral, se o seu intestino estiver bom de saúde, o resto do corpo também estará.

Embora os sintomas de intolerância alimentar variarem, envolvem frequentemente o sistema digestivo, a pele e o sistema respiratório.

intolerancias alimentarias

Os sintomas mais comuns incluem:

Diarreia
Prisão de ventre
Inchaço
Erupções
Dores de cabeça
Névoa mental
Náuseas
Fadiga extrema
Dores musculares
Dores abdominal
Corrimento nasal
Refluxo
Vermelhidão na pele

As intolerâncias alimentares são geralmente diagnosticadas com dietas de eliminação, destinadas especificamente a reduzir o alimento prejudicial.

Nas dietas de eliminação suspende-se o consumo de alimentos frequentemente associados às intolerâncias durante um período de tempo até reduzir os sintomas. Seguidamente, os alimentos são reintroduzidos um a um, enquanto se procede à monitorização dos sintomas.

Este tipo de dieta ajuda a identificar quais os alimentos que estão na origem dos sintomas.

No entanto, para acelerar este processo de diagnóstico e obter resultados bem-sucedidos, podemos realizar um teste kinesiológico para intolerâncias alimentares. Para tal, testaremos todos os filtros de cada um dos alimentos que fazem parte do kit de intolerâncias alimentares.

Através da resposta da nossa cadeia muscular perante o estímulo provocado pelo filtro do alimento, é possível determinar corretamente quais os alimentos que devemos deixar de consumir e quais podemos continuar a consumir.

Para além disso, é necessário realizar um teste completo, enfatizando o nosso sistema digestivo para especificar o tratamento de recuperação a seguir. Será igualmente importante comprovar se existe algum tipo de inflamação aguda ou crónica que seja necessário tratar e como tratá-la.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sep 20, 2018

A ligação entre a doença autoimune e o intestino

doença autoimune e o intestino

As doenças autoimunes, como acontece com a maioria das doenças crónicas, têm vindo a aumentar, principalmente nos últimos 10 anos e nos países desenvolvidos.

Existem muitas causas possíveis para o desenvolvimento de uma doença autoimune. No entanto, uma dieta pobre, juntamente com o stress crónico e o aumento da toxicidade ambiental, podem levar a um aumento da permeabilidade intestinal ou da filtração do intestino.

O intestino permeável provoca uma disfunção imunitária e facilita o desenvolvimento e a progressão da doença autoimune.

Quando o corpo está saudável, o sistema imunitário faz um trabalho excelente para protegê-lo dos invasores. Produz anticorpos contra vírus, bactérias, parasitas e outros agentes patogénicos, e estes anticorpos ajudam a manter as infeções sob controlo.

Uma doença autoimune desenvolve-se quando o sistema imunitário produz autoanticorpos (células imunitárias) por engano, dirigidos contra células, tecidos ou órgãos humanos.

Estes autoanticorpos e outras células imunitárias começam por atacar determinadas partes do corpo, dependendo do tipo de doença autoimune. Em geral, a autoimunidade pode causar danos nas seguintes partes do corpo:

  • pele
  • cérebro
  • articulações
  • músculos
  • intestinos
  • nervos
  • outros tecidos e órgãos

Atualmente, estabeleceu-se que existem mais de 80 doenças autoimunes classificadas, algumas mais raras que outras. Algumas das doenças autoimunes mais comuns são:

  • Tiroidite de Hashimoto
  • Artrite Reumatoide
  • Escleroderma
  • Diabetes tipo I
  • Esclerose múltipla
  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Colite ulcerosa
  • Lúpus
  • Esofagite eosinofílica
  • A doença de Graves
  • Líquen escleroso
  • Psoríase

A boa notícia é que, se uma doença autoimune se desenvolver, é possível evitar o desenvolvimento e a progressão e até mesmo conseguir a resolução da autoimunidade, através de alterações adequadas na dieta, no estilo de vida, bem como com suplementos nutricionais e ervas necessários para cada caso.

O intestino permeável pode causar não apenas sintomas no interior do trato digestivo, mas também sintomas sistémicos.

Normalmente, as células que revestem o intestino estão intrinsecamente ligadas e formam uma barreira fina, que mantém as substâncias indesejáveis no interior do trato gastrointestinal.

Com o stress crónico, hábitos alimentares deficitários, como o açúcar e o consumo de alimentos processados e a exposição a toxinas ambientais, como o glifosato ou os metais pesados, esta parede celular é deteriorada e as substâncias estranhas, tais como bactérias, produtos de degradação de alimentos e toxinas, entram livremente no tecido circundante e na corrente sanguínea.

Quando isto ocorre, o sistema imunitário é ativado e começa a produzir células imunitárias que incluem anticorpos contra esses invasores estranhos (antigénios). Por vezes, o sistema imunitário confunde-se e começa a atacar o tecido do corpo humano, em vez de atacar o antigénio.

Este fenómeno denomina-se mimetismo molecular, que é quando um antigénio estranho partilha semelhanças estruturais com os autoantigénios.

O efeito resultante deste fenómeno é a sobreativação do sistema imunitário contra os autoantigénios ou o tecido do corpo humano, provocando uma inflamação.

A menos que o intestino permeável seja reparado, este ciclo vicioso de ativação e disfunção imunitárias prevalecerá e os sintomas da doença autoimune permanecerão.

sistema imunitário

 

Dieta

Estas são algumas das principais alterações na dieta (durante um mês ou mais, dependendo do caso) recomendadas para quem sofre de uma doença autoimune:

  • Excluir todos os grãos ou cereais, incluindo os grãos sem glúten
  • Excluir todas as leguminosas (lentilhas, grão de bico, etc.)
  • Excluir todos os produtos lácteos
  • Excluir todos os legumes solanáceos (batatas, pimentos, tomates, beringelas)
  • Excluir todos os alimentos que contenham açúcar (a fruta é permitida, bem como pequenas quantidades de mel, xarope de ácer e adoçantes não industriais, como a estévia).
  • Excluir os ovos
  • Excluir o álcool e a cafeína

Pode comer sem preocupação:

  • Legumes (exceto os solanáceos)
  • Frutas
  • Nozes / sementes (com moderação e, de preferência, deixadas de molho)
  • Carne e peixe de qualidade
  • Gorduras saudáveis


Estilo de vida

Também é muito importante controlar o stress na sua vida. Um fator de stress agudo não danificará o seu trato digestivo, mas o stress crónico a longo prazo pode enfraquecer a barreira intestinal, o que leva à disfunção imunitária e ao intestino permeável.

É aconselhável a prática de meditação, ioga, caminhadas na natureza ou na praia, acupuntura, massagens relaxantes, enfim, tudo o que o ajude a manter-se relaxado.


Toxinas

Existem muitas toxinas ambientais, como metais pesados, bolor / micotoxinas e químicos industriais e / ou agrícolas que podem desencadear a autoimunidade. É importante evitar estas e outras toxinas, tanto quanto possível. Para isso, é aconselhável consumir alimentos biológicos, na medida das possibilidades.

Para poder realizar um teste cinesiológico que diagnostique qualquer disfunção do sistema imunitário e do estado do intestino, pode utilizar o kit de ampolas de teste do sistema imunitário e o kit de ampolas de teste básico ampliado, com os quais é possível verificar o estado da mucosa intestinal, o sistema imunitário intestinal, o cólon, assim como os restantes órgãos e tecidos do organismo.

Sep 5, 2018

O que me está a provocar artrite?

artrite

Traduzido diretamente do grego, a palavra artrite significa “inflamação das articulações”. No entanto, existem diferentes tipos de dor nas articulações:

Osteoartrite
Esta é a forma mais comum de artrite nas articulações, referente ao “desgaste” que geralmente se desenvolve a partir dos cinquenta anos.

Artrite reumatoide
Este tipo de artrite é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo. Neste caso, ataca a membrana fina que reveste as articulações, o que causa dor e inflamação.

A gota
As pessoas que possuem níveis elevados de ácido úrico no sangue podem desenvolver este tipo de artrite. O ácido pode formar cristais pequenos e afiados numa articulação, o que pode causar dor intensa e inflamação.

Bursite
Esta dor nas articulações provém de uma inflamação da bursa, que é uma estrutura semelhante a um saco que contém o fluido necessário para lubrificar as áreas onde existem músculos ou tendões que estejam em contacto com um osso ou outro músculo. Essa dor é geralmente sentida nas articulações, tais como o ombro ou o joelho.

Se sentir qualquer uma delas, a primeira coisa que deve fazer é descobrir a origem do problema, de forma a poder realizar um tratamento adequado.

Nesse sentido, a cinesiologia pode ajudar-nos muito. Através de um exame geral e completo, podemos evidenciar a causa ou as causas da artrite.
Através do teste, pode verificar-se a possível acumulação de tóxicos ou de metais pesados, problemas nas mucosas intestinais, intolerâncias ou alergias alimentares, bactérias, candidíase, parasitas, vírus, desequilíbrios do sistema imunológico, deficiência de nutrientes e outras causas possíveis que provoquem os processos inflamatórios do organismo.

Para além disso, existem algumas formas de aliviar a dor nas articulações:

Como aliviar a dor nas articulações de forma natural

Artrite reumatoide

Reidrate as suas articulações
As articulações são cápsulas fechadas que precisam de líquidos, o que faz com que a desidratação seja um assunto que muitas vezes é esquecido. Portanto, beber pelo menos seis a oito copos de água por dia é uma forma de aliviar a dor articular de forma natural .

Dieta: alimentos que reduzem a inflamação
A dieta deve ser composta por alimentos que reduzem a inflamação . Alguns deles são:

  • Frutas (kiwi, cerejas, papaia)
  • Legumes (brócolos, alho-porro, cebola)
  • Peixe (salmão, bacalhau, atum)
  • Caldo de ossos (Contém os mesmos compostos que as articulações e é muito fácil de  preparar).

Os benefícios da curcuma para a saúde
As propriedades anti-inflamatórias da curcuma tornam-na num complemento eficaz no alívio da dor e da rigidez nas articulações. Os estudos preliminares das células sugerem que os curcuminoides da curcuma atuam na estimulação de uma resposta anti-inflamatória ao dificultar a expressão da enzima COX-2.

Ingerir suplementos orais de curcuma para a inflamação pode ajudar a reduzir o incómodo das articulações por todo o corpo. Pode começar por 2-3 cápsulas por dia. Se deseja tratar articulações específicas, também se pode aplicar topicamente.

Para elaborar a pasta tópica; misture duas colheres de chá de curcuma em pó e uma colher de sopa de sumo de limão. Adicione a esta mistura uma pequena quantidade de água a ferver, de forma a criar uma pasta uniforme e espessa.

O exercício para as dores nas articulações
À medida que envelhecemos, a dor e rigidez nas articulações aumentam devido à decomposição natural da cartilagem, que é o tecido conjuntivo entre os ossos.
As articulações que se movem muito tendem a permanecer mais saudáveis durante mais tempo, e isso deve-se ao facto de o movimento ajudar a garantir que a cartilagem é nutrida corretamente. A cartilagem absorve os nutrientes do líquido sinovial que a rodeia. Mas apenas uma quantidade suficiente de líquido pode ser absorvida quando a articulação é movida regularmente através da sua amplitude total de movimento.

Mover a articulação debaixo de água, caminhar ou realizar exercícios de extensão são hábitos que podem melhorar a artrite.

Ácido hialurónico
Existe uma investigação vasta sobre o ácido hialurónico para a dor articular. Foi demonstrado que muitos suplementos orais de ácido hialurónico ajudam no tratamento da artrite.

Glucosamina
As proteínas, que constituem a cartilagem saudável, unem-se à água e criam a lubrificação essencial para o conforto das articulações. Quando estas proteínas se decompõem sem poderem desempenhar a sua função, irá sentir-se a dor crónica e a rigidez.

Os suplementos de glucosamina favorecem as suas articulações ao fornecerem estas proteínas cruciais para ajudar a prevenir a erosão da cartilagem.

Jul 13, 2018

Como restaurar a flora intestinal após os antibióticos

flora intestinal após os antibióticos

Os antibióticos matam as bactérias nocivas e podem salvar vidas; no entanto, o efeito é indiscriminado. As bactérias benignas, que residem no trato intestinal e são essenciais para a saúde, são destruídas juntamente com as bactérias patogénicas.
O resultado é prejudicial para o nosso intestino e para a saúde de uma forma geral. Felizmente, existem várias formas de restaurar a flora intestinal após a ingestão de antibióticos.


Conselhos para restaurar a flora intestinal após os antibióticos

Os probióticos são a chave subjacente para restaurar o microbioma intestinal após a utilização de antibióticos.

Os probióticos são formas benignas de bactérias que se encontram naturalmente nos alimentos fermentados. Devem ser ingeridos diariamente para restabelecer o crescimento bacteriano benigno no trato gastrointestinal que foi destruído pelos antibióticos. Pode ser conseguido com alimentos fermentados naturais e suplementos probióticos.

Após a utilização de antibióticos, é vital introduzir paulatinamente vários alimentos fermentados na nossa dieta. Não se fique por um alimento específico; procure alternar e experimentar. A variedade é a chave para ter um intestino saudável e um sistema imune forte.

Cada tipo de alimento fermentado contém as suas próprias estirpes bacterianas que ajudam a “semear” e começar a equilibrar o seu próprio jardim intestinal. Seguem-se alguns alimentos fermentados entre os quais pode escolher:

  • iogurte
  • soro de leite
  • quefir
  • sopa de beterraba
  • chucrute
  • kimchi
  • miso
  • kombucha

 

Os probióticos

Os probióticos em forma de suplementos também devem ser tomados regularmente após a utilização de antibióticos. Proporcionam um reabastecimento constante de bactérias benignas. Por cada semana de utilização de antibióticos, é recomendável tomar um suplemento probiótico durante pelo menos um mês.

Seguem-se algumas estirpes bacterianas pelas quais deve procurar num probiótico de qualidade.

  1. acidophilus
  2. fermentum
  3. plantarum
  4. rhamnosus
  5. salivarius
  6. bifidum
  7. Longum
  8. Lactis
  9. Casei
  10. Helveticus

Também é recomendado que as estirpes estejam protegidas em cápsulas gastrorresistentes aos ácidos estomacais para que possam chegar ao intestino grosso e cólon.

Para que as bactérias sejam restabelecidas no intestino após a utilização de antibióticos, devem ser “alimentadas” com alimentos ricos em fibra.

As bactérias benignas no intestino alimentam-se de fibra não digerível, isto é, compostos e fibras que o nosso organismo não consegue digerir mas que alimentam as bactérias benignas.
As bactérias quebram estas fibras através do processo de fermentação. Os subprodutos deste processo de fermentação incluem várias vitaminas e compostos que protegem o nosso sistema imunológico e ácidos fordos essenciais que proporcionam combustível às células que formam a parede intestinal.

Seguem-se alguns exemplos de alimentos ricos em fibra que ajudam a melhorar a saúde intestinal: Espargos, alcachofas, courgette, couve, cebolas, alho, alho francês, leguminosas, nozes, sementes, banana verde, frutos inteiros.

Procure adquirir frutas e verduras que sejam cultivadas localmente.

As frutas e verduras cultivadas localmente têm bactérias do solo e organismos que são nativos do seu clima e ambiente específicos. São parte do seu ecossistema pessoal e podem fazer que o seu sistema seja mais compatível com o pólen ou alérgenos locais.
Pode beber caldo de ossos, é um probiótico natural e está repleto de colagénio curativo.
As frutas e verduras no forno são mais fáceis de digerir que as cruas.
Entre elas, pode tomar maçãs no forno, ajudam a libertar a pectina, que aliviará o trato intestinal.

 Junte um pouco de óleo de coco virgem extra às fervuras ou guisados. O óleo de coco é uma excelente fonte de ácidos gordos de cadeia média (AGCM).

O gás extra intestinal que se forma quando as bactérias benignas descompõem a fibra dietética através da fermentação é um dos sintomas mais comuns quando se inicia um tratamento com probióticos pela primeira vez. 

O excesso de gás pode ser especialmente pronunciado após uma ronda de antibióticos, quando todo o pH do intestino é alterado. Compreenda que o gás é normal e um sinal de que as bactérias benignas estão a funcionar. Normalmente, após duas a quatro semanas, o pH normaliza-se e as coisas acalmam-se.

Pode introduzir os probióticos pouco a pouco, ou não tomar o probiótico durante um dia ou dois para deixar que a atividade bacteriana avance mais lentamente se achar necessário.

 

Jun 28, 2018

Evite o excesso dos estrogénios pela exposição a xenoestrogénios

estrogénios

Nos últimos 50 anos, o domínio dos estrogénios transformou-se numa ameaça grave para a saúde.

A hormona progesterona é responsável por equilibrar los níveis e efeitos do estrogénio no nosso organismo. No entanto, quando existe demasiado estrogénio relativamente à progesterona, o primeiro acumula-se no corpo podendo provocar problemas de saúde.

Vários fatores explicam o excesso atual de estrogénios. Este artigo foca um dos fatores mais relevantes: a nossa exposição crescente aos xenoestrogénios.


Xenoestrogénios

A nossa exposição ambiental aos xenoestrogénios, compostos semelhantes aos estrogénios, tem vindo a aumentar a um ritmo alarmante durante décadas. Os xenoestrogénios funcionam como disruptores endócrinos que podem ser 10 a 100 vezes mas potentes que os estrogénios naturais.

Como exemplo de alguns dos seus efeitos, veja-se a alteração verificadas quando as meninas entram na puberdade. Em 1900, a idade média de início da puberdade das meninas era aos 14 anos. Se compararmos este dado com um dos estudos mais recentes, podemos comprovar que 15% das meninas entra na puberdade aos 7 anos, uma percentagem que vai aumentando nas idades seguintes.

Os  xenoestrogénios comuns estão presentes em substâncias químicas como o BPA, PCB, ftalatos, pesticidas, herbicidas e resíduos de DDT, os quais na sua maioria se encontram nos nossos alimentos e água.

O BPA foi reconhecido como um disruptor endócrino especialmente difundido. É utilizado no fabrico de copos de plástico rígidos, garrafas de água e recipientes ou vasilhames de alimentos. Também está presente nos revestimentos de muitas latas e em selantes odontológicos.

Os ftalatos são utilizados em produtos de PVC para os tornar mais lisos e mais flexíveis. Podem estar presentes em brinquedos, recipientes de alimentos, nas instalações dos pisos, cortinas de chuveiro, bem como nos esmaltes de unhas, lacas para o cabelo ou champô.


Como reduzir a exposição ao xenoestrogénio

Seria impossível enumerar todos os compostos de xenoestrogénios atualmente em utilização. Existem literalmente milhares que podem ser adicionados legalmente aos nossos alimentos, produtos de limpeza e produtos de higiene pessoal. No entanto, para limitar a sua exposição na medida do possível, pode seguir estes conselhos básicos:

alimentos orgânicos,

Opte pelos alimentos orgânicos: Ao escolher alimentos orgânicos, evita consumir pesticidas e hormonas de crescimento presentes em carnes não ecológicas.

Descasque ou lave bem as frutas e vegetais não orgânicas. Regra geral, quanto mais se aproxime à natureza em termos de alimentos que consume (menor quantidade de processamento), melhores resultados obterá a longo prazo.
A proteção proporcionada por um bom suplemento multivitamínico / mineral também é essencial.

Evite os pesticidas e herbicidas sempre que seja possível. Se tiver que usar estes produtos, evite o contacto direto e a inalação.

Usar produtos naturais de limpeza para a casa como bicarbonato de sódio ou produtos o mais ecológicos possível.

Opte por produtos de higiene pessoal sem produtos químicos. Os xenoestrogénios são ingredientes comuns em protetores solares, loções, sabões e champôs. Apenas alguns dos xenoestrogénios encontrados nestes produtos contêm DMP, DEP, DEHP, DBP e BzBP e galato de propilo. (Tenha presente que, só porque um produto se apresenta como natural, não significa que não contém xenoestrogénios e outros componentes químicos nocivos.

Por outro lado, não é recomendável a utilização de produtos com lavanda e óleo da árvore do chá em crianças até aos dois anos.

Os recibos das caixas registadoras contêm BPA. A investigação permitiu comprovar que as pessoas que manipulam recibos, registam a presença deste composto na urina, algumas horas após.

Não usar recipientes de plástico que contenham BPA, nem reutilizar, misturar ou aquecer alimentos em recipientes de plástico.

Suplementos recomendados. Os estudos demostraram que a curcuma (ou seu extrato; a curcumina) ajuda a deter o crescimento de células cancerígenas dependentes de estrogénios. Também se recomenda tomar desintoxicantes naturais como o coentro, a espirulina ou clorela de forma regular. O chá verde em concentrações elevadas também tem propriedades anti-estrogénicas.

Evitar o consumo de alguns alimentos: A soja imita o estrogénio, pelo que é melhor evitar os produtos processados ​​de soja (apesar de o consumo ocasional de soja fermentada ser recomendado). Os óleos de girassol, cártamo, semente de algodão e canola podem ser naturais mas são estrogénicos e devem ser evitados, ou pelo menos reduzir o seu consumo.

Por outro lado, o alcaçuz inibe a ação da hormona progesterona, pelo que não é aconselhável abusar do mesmo em caso de excesso de estrogénio.

Para comprovar a existência de um excesso de estrogénios ou déficit de progesterona através da kinesiología, pode utilizar o teste de hormonas sexuais ou o teste de sistema endócrino que conta também com filtros de eventuais tratamentos ou suplementos.

Se preferir abordar o tratamento com recurso à fitoterapia, o teste de plantas medicinais para a mulher, tem os filtros das principais plantas utilizadas para regular o sistema hormonal sexual.

Jun 13, 2018

Em que consiste a inflamação intestinal?

inflamação intestinal

Um dos problemas de saúde digestiva mais comuns é a inflamação e irritação do revestimento intestinal, o que pode estar na origem de vários problemas de saúde.

 São várias as causas possíveis de inflamação intestinal, pode dever-se a:

  • Um desequilíbrio das bactérias intestinais
  • Uma dieta com elevado teor de hidratos de carbono (açúcar, farinha branca, produtos de grãos refinados, etc.)
  • Uma dieta deficiente de proteínas
  • Toxinas como pesticidas, herbicidas, metais pesados, conservantes de alimentos, etc.
  • Stresse crónico (físico ou mental)
  • Vários medicamentos, especialmente antibióticos

Em muitos casos, a inflamação intestinal causa doenças inflamatórias crónicas fora do sistema digestivo. Quando as pessoas sentem estas complicações, muitas delas não fazem ideia onde procurar para encontrar a raiz do problema.

Quando o corpo sofre uma inflamação crónica , a resposta imunológica é constante. Esta produção interminável de células imunitárias danifica o corpo permanentemente. Quando o organismo está constantemente a atacar os patogénicos que causam a inflamação, não se foca em reparar o tecido saudável que é danificado durante o processo. A inflamação está relacionada com variadíssimas condições de saúde, tais como:

  • Degeneração nervosa
  • Diabetes
  • Síndrome metabólico
  • Destruição de rins e pulmões
  • Doenças autoimunes
  • Pressão arterial elevada
  • Apneia do sono
  • Doença inflamatória intestinal
  • Asma
  • Fibromialgia
  • Síndrome de fadiga crónica
  • Síndrome de intestino permeável

intestino permeável

Síndrome de intestino permeável e respetivo corpo

Apesar de ser difícil de acreditar que a inflamação no intestino pode causar dor crónica em outras partes do corpo, faz bastante sentido.

 O síndrome do intestino permeável verifica-se quando as paredes intestinais se tornam mais permeáveis do que o normal e permitem a filtração para o corpo.

Esta condição permite que os alimentos não digeridos, as bactérias e outros conteúdos passem através das paredes do trato digestivo para a corrente sanguínea e os tecidos circundantes, causando inflamação em todo o corpo, afetando a saúde.

A solução para o síndrome do intestino permeável ainda não foi descoberta pelos meios convencionais. No entanto, trata-se de um problema real e devidamente documentado. Este síndrome está relacionado diretamente com uma longa lista de sintomas, tais como:

  • Fadiga crónica
  • Dores
  • Dores de cabeça
  • Insónias
  • Prisão de ventre e diarreia
  • Névoa do cérebro
  • Depressão
  • Síndrome de intestino permeável (SIP)
  • Problemas cardíacos
  • Doença pancreática
  • Artrite inflamatória

 

De que forma o seu intestino afeta as suas articulações

Muitas pessoas que sentem diferentes tipos de dor nas articulações tentam encontrar uma “solução rápida” ao mascarar a dor com medicamentos ou produtos tópicos. São meras soluções temporárias. Apesar de ser verdade que alguns tipos de artrite nas articulações não tem cura, não se pode perder a esperança. A origem do problema pode ter solução.

Quem sofre de síndrome de intestino permeável sente frequentemente a propagação da inflamação e toxicidade.
Quando as toxinas, bactérias, partículas de alimentos não digeridos e outros contaminantes atravessam as paredes danificadas do intestino, encontram novos lugares para causar danos. Se tem tendência para sofrer de inflamação de articulações, esta pode ser a origem.

Estudos recentes relacionaram o síndrome do intestino permeável com a artrite reumatoide. Assim, se tiver problemas nas suas articulações, pode estar focado no local errado.

Felizmente, existem maneiras de trabalhar na cura do seu intestino para que a saúde possa ser restabelecida. Um dos passos mais importantes a seguir para restabelecer a flora intestinal saudável é escolher o suplemento probiótico certo.

Ao escolher o melhor probiótico , é necessário ter em conta que é mais importante existir uma combinação diversa de variedades que uma quantidade elevada de CFU.

Estas 7 variedades parecem ter mais êxito no tratamento da desintoxicação e a saúde de uma forma geral:

  1. acidophilus
  2. fermentum
  3. plantarum
  4. rhamnosus
  5. salivarius
  6. bifidum
  7. Longum