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Dec 13, 2018

13 Propriedades medicinais do óleo de coco baseadas em provas

13 Propriedades medicinais do óleo de coco baseadas em provas

Se por um lado o óleo de coco sofreu um determinado desprestígio devido a uma certa deturpação nos últimos anos, raramente recebe a apreciação que realmente merece. Não só é uma gordura saturada “boa”, o óleo de coco também é um agente curativo excecional, com variadíssimas aplicações úteis para a saúde.

Alguns exemplos desta gordura saturada “boa” incluem

  • Queima gordura: Irónico, não é? Uma gordura saturada que pode acelerar a perda de gordura na região abdominal. Atualmente existem dois estudos fiáveis levados a cabo em humanos que mostram que apenas duas colheres por dia (30 ml), tanto em homens como em mulheres, conseguem reduzir a gordura abdominal num intervalo de tempo de 1 a 3 meses.
  • Reforço do cérebro: Um estudo publicado em 2006 na revista Neurobiology of Aging, demonstrou que a administração de triglicéridos de cadeia média (que se encontram mais frequentemente no óleo de coco) em 20 sujeitos com doença de Alzheimer ou deterioração cognitiva leve, teve como resultado aumentos significativos em corpos cetónicos (apenas 90 minutos após o tratamento) associados a uma melhoria cognitiva percetível nos casos com disfunção cognitiva menos grave.
  • Elimina os piolhos: Quando combinado com spray de anis, observou-se que o óleo de coco foi superior ao inseticida permetrina.
  • Cicatrização de feridas: O coco é utilizado para cicatrizar feridas desde que há memória. Três dos mecanismos identificados que justifica estes efeitos curativos são a sua capacidade para acelerar a reepitelização, melhorar a atividade da enzima antioxidante e estimular uma maior reticulação do colagénio no tecido que está a ser reparado.
    Ficou demonstrado também que o óleo de coco funciona de forma sinérgica com os tratamentos tradicionais, como a sulfadiazina de prata, para acelerar a recuperação das feridas por queimaduras.
  • Alternativa a AINE: Os fármacos anti-inflamatórios não  esteroides ou AINE são medicamentos utilizados para tratar tanto a dor como a inflamação.
    No entanto, ficou demonstrado que o óleo de coco também tem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ajuda a reduzir a fevre, pelo que seria uma alternativa aos fármacos convencionais.
  • Atividade contra a úlcera: Curiosamente, o leite de coco (que inclui componentes de óleo de coco), demonstrou ser tão eficiente como o sucralfato convencional (antiulceroso).

óleo de coco

  • Antifúngico: em 2004, foram isoladas 52 espécies de Cândida e foram expostas ao óleo de coco. Os resultados mostraram que a espécie mais notória, a Cândida albicans, regista a maior suscetibilidade.
    Os investigadores recomendaram o óleo de coco para o tratamento de infeções fúngicas tendo em conta a resistência de algumas espécies de Cândida que são mais resistentes a outros medicamentos antifúngicos.
  • Aumento da testosterona: foi possível comprovar que o óleo de coco reduz o stresse oxidativo nos testículos, o que resulta em níveis significativamente mais elevados de testosterona.
  • Reduzir o aumento da próstata: foi possível constatar que o óleo de coco reduz o crescimento benigno da próstata induzido pela testosterona.
  • Melhoria dos lipídios no sangue: O óleo de coco melhora constantemente a proporção de LDL: HDL no sangue dos que a consomem. Tendo em conta tudo isto, o óleo de coco não devia ser descartado por ser “uma gordura saturada que obstrui as artérias”.
  • Absorção de nutrientes solúveis em gordura: Descobriu-se recentemente que o óleo de coco é superior ao óleo de cártamo para melhorar a absorção de carotenoides do tomate.
  • Saúde óssea: Ficou demonstrado que o óleo de coco reduz o stresse oxidativo no interior do osso, o que pode prevenir o dano estrutural no osso osteoporótico.
  • Protetor solar: O óleo de coco bloqueia os raios UVA em 30%.

Obviamente, quando falamos de óleo de coco, só estamos a ver uma parte da incrível palma de coco.

No entanto, cada componente, incluindo a fibra de casca de coco , a proteína de coco e a água de coco, têm aplicações terapêuticas que foi possível confirmar empiricamente.

Nov 20, 2018

Reparar a mucosa gástrica e vencer o Helicobacter Pylori sem antibióticos

mucosa gástrica

acidez do estômago é benéfica uma vez que age como uma defesa primária contra as infeções e como ajuda nas primeiras fases da digestão. O corpo protege os seus próprios tecidos delicados do ácido do estômago com sistemas que requerem um equilíbrio preciso.

O mecanismo de defensa mais importante é formado pelas células parietais. Estas células atapetam o revestimento do estômago, segregando uma camada espessa de mucosidade protetora. No entanto, se as defesas naturais do corpo contra os ácidos estomacais estiverem debilitadas, pode provocar transtornos estomacais como a gastrite e a úlcera péptica.

A gastrite é a inflamação das paredes que formam o revestimento do estômago. Nem sempre produz sintomas, mas quando surgem, podem incluir dor abdominal, náuseas, vómitos e indigestão. Se por um lado este processo pode ser desencadeado por uma grande variedade de fatores, uma das causas mais comuns é a infeção pela bactéria H. pylori.

Helicobacter Pylori é uma causa importante de transtornos estomacais e intestinais, tais como úlceras estomacais e em duodeno (o início do intestino delgado), gastrite e cancro de estômago.

Com o passar do tempo, a H. pylori desgasta a barreira essencial da mucosa, deixando o tecido do estômago e do intestino delgado debilitado e exposto aos ácidos fortes produzidos ao comer e digerir.

Quando incrustada no revestimento mucoso, esta bactéria provoca uma afluência de células inflamatórias do sistema imunológico ao segregar “fatores de virulência” fortes.

Estas proteínas bacterianas bloqueiam a função normal de determinadas células imunitárias, aumentando simultaneamente a produção de radicais livres, e estimulam outro grupo de células imunológicas para produzir citoquinas inflamatórias (mensageiras responsáveis por transmitir o sinal a novas células inflamatórias para que se concentrem nessa zona. H. pylori pode ser tratada eficazmente com antibióticos. No entanto, existem provas convincentes de que a combinação única do mineral zinco com o peptídeocarnosina decorrente de aminoácidos, proporciona ações eficientes contra H. pylori e restaura de forma segura a saúde do estômago.

A suplementação com zinco demonstrou durante muito tempo que proporciona efeitos gastroprotetores e o nutriente carnosina pode aumentar ainda mais estes efeitos.

Zinco-carnosina oferece uma abordagem integral para abordar problemas estomacais como a gastrite e as úlceras pépticas. Para começar, elimina a origem do problema ao acelerar a erradicação da H. pylori. Também foi demonstrado que neutraliza os radicais livres e reduz a inflamação.

Para além de aumentar a produção de um fator de crescimento, importante para a reparação da ferida gástrica, a combinação de zinco-carnosina também repara o revestimento mucoso danificado ao estimular a secreção da nova mucosa gástrica.

gastrite

Os estudos em humanos permitiram demonstrar essa eficácia ao comprovar de que forma conseguem reduzir os sintomas associados às úlceras, ao mesmo tempo que melhoram ou curam a área danificada.

Para a realização do estudo, os cientistas administraram 150 mg de zinco-carnosina diariamente a 25 pacientes com diagnóstico de úlceras gástricas.

Após oito semanas, os resultados indicaram:

  • 63,6% de redução de acidez estomacal,
  • 80% de redução de arrotos,
  • 66,7% de redução de náuseas,
  • 76,9% de redução de distensão abdominal, e
  • Redução de 71%de sensibilidade do estômago.

Os investigadores também confirmaram:

  • O desaparecimento de dores noturnas em 91%dos participantes, e
  • Cura de 65% dos sujeitos durante a avaliação endoscópica.

Mas as provas científica de que nos pode ajudar no tratamento contra a H. Pylori não ficam por aqui.  Os cientistas levaram a cabo uma investigação de cerca de 700 variedades de Lactobacillus, durante a qual identificaram uma variedade, Lactobacillus Reuteri, com capacidade de fixar-se aos organismos de H. pylori e retirá-los inofensivamente do trato gastrointestinal.

Com a ajuda desta variedade, é possível reduzir substancialmente o número de bactérias H. pylori que residem no estômago, sem necessidade de abordar um tratamento com antibióticos.

Se pretende utilizar a kinesiología para diagnosticar uma infeção por H. Pylori, pode utilizar o kit de teste de bactérias, e para avaliar o estado do nosso sistema digestivo, incluindo, mucosas, estômago, duodeno, intestino delgado e grosso, pode utilizar o kit de teste de órgãos.

 

Nov 2, 2018

Porque razão todos deviam fazer um teste de intolerâncias alimentares

intolerâncias alimentares

As intolerâncias alimentares subjacentes são um aspeto que, por vezes, passa despercebido na nossa saúde geral. Ao contrário de alergias alimentares (que muitas vezes apresentam sintomas mais agudos), as intolerâncias alimentares não implicam sintomas graves, no entanto, acabam por afetar o trato gastrintestinal, a permeabilidade intestinal e originam uma série de sintomas secundários que podem variar de pessoa para pessoa.

Quando falamos de intolerâncias alimentares, referimo-nos aos alimentos que o nosso organismo não descompõe enzimaticamente, conduzindo a uma integridade intestinal enfraquecida. Em caso de intolerância alimentar, geralmente os sintomas manifestam-se algumas horas após a ingestão.

No entanto, os sintomas podem demorar até 48 horas a manifestar-se e podem durar horas ou mesmo dias, o que faz com que estes alimentos sejam especialmente difíceis de identificar. Para além disso, se consumirmos frequentemente alimentos aos quais somos intolerantes, pode ser difícil relacionar os sintomas com um determinado alimento.

Se estas intolerâncias não forem detetadas ao longo de meses ou anos, consumindo alimentos a que somos intolerantes, os sintomas tornam-se problemas crónicos, decorrentes da inflamação sistémica que provoca artrite, enxaquecas, distúrbios digestivos, problemas de pele e doenças autoimunes.

Se, pelo contrário, detetamos as intolerâncias alimentares que nos afetam e eliminarmos completamente os alimentos através de uma dieta de eliminação, pode curar o intestino, aumentar a integridade da mucosa intestinal e substituir as culturas de probióticos efetivamente, o que leva a uma diminuição de sintomas crónicos secundários.

Embora as intolerâncias alimentares não sejam a causa de todos os desequilíbrios, o facto de conhecermos as que nos afetam desempenha um papel importante em qualquer plano abrangente para a saúde e bem-estar, e muitas vezes é uma possível solução para eliminar os sintomas persistentes e “aleatórios” que não podem ser associados a qualquer outra coisa.

Ao substituir ou eliminar as intolerâncias alimentares, o intestino tem uma capacidade notável de melhorar o seu estado, e após um tratamento adequado de recuperação, é possível voltar a introduzir esses alimentos.

De uma forma geral, se o seu intestino estiver bom de saúde, o resto do corpo também estará.

Embora os sintomas de intolerância alimentar variarem, envolvem frequentemente o sistema digestivo, a pele e o sistema respiratório.

intolerancias alimentarias

Os sintomas mais comuns incluem:

Diarreia
Prisão de ventre
Inchaço
Erupções
Dores de cabeça
Névoa mental
Náuseas
Fadiga extrema
Dores musculares
Dores abdominal
Corrimento nasal
Refluxo
Vermelhidão na pele

As intolerâncias alimentares são geralmente diagnosticadas com dietas de eliminação, destinadas especificamente a reduzir o alimento prejudicial.

Nas dietas de eliminação suspende-se o consumo de alimentos frequentemente associados às intolerâncias durante um período de tempo até reduzir os sintomas. Seguidamente, os alimentos são reintroduzidos um a um, enquanto se procede à monitorização dos sintomas.

Este tipo de dieta ajuda a identificar quais os alimentos que estão na origem dos sintomas.

No entanto, para acelerar este processo de diagnóstico e obter resultados bem-sucedidos, podemos realizar um teste kinesiológico para intolerâncias alimentares. Para tal, testaremos todos os filtros de cada um dos alimentos que fazem parte do kit de intolerâncias alimentares.

Através da resposta da nossa cadeia muscular perante o estímulo provocado pelo filtro do alimento, é possível determinar corretamente quais os alimentos que devemos deixar de consumir e quais podemos continuar a consumir.

Para além disso, é necessário realizar um teste completo, enfatizando o nosso sistema digestivo para especificar o tratamento de recuperação a seguir. Será igualmente importante comprovar se existe algum tipo de inflamação aguda ou crónica que seja necessário tratar e como tratá-la.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sep 20, 2018

A ligação entre a doença autoimune e o intestino

doença autoimune e o intestino

As doenças autoimunes, como acontece com a maioria das doenças crónicas, têm vindo a aumentar, principalmente nos últimos 10 anos e nos países desenvolvidos.

Existem muitas causas possíveis para o desenvolvimento de uma doença autoimune. No entanto, uma dieta pobre, juntamente com o stress crónico e o aumento da toxicidade ambiental, podem levar a um aumento da permeabilidade intestinal ou da filtração do intestino.

O intestino permeável provoca uma disfunção imunitária e facilita o desenvolvimento e a progressão da doença autoimune.

Quando o corpo está saudável, o sistema imunitário faz um trabalho excelente para protegê-lo dos invasores. Produz anticorpos contra vírus, bactérias, parasitas e outros agentes patogénicos, e estes anticorpos ajudam a manter as infeções sob controlo.

Uma doença autoimune desenvolve-se quando o sistema imunitário produz autoanticorpos (células imunitárias) por engano, dirigidos contra células, tecidos ou órgãos humanos.

Estes autoanticorpos e outras células imunitárias começam por atacar determinadas partes do corpo, dependendo do tipo de doença autoimune. Em geral, a autoimunidade pode causar danos nas seguintes partes do corpo:

  • pele
  • cérebro
  • articulações
  • músculos
  • intestinos
  • nervos
  • outros tecidos e órgãos

Atualmente, estabeleceu-se que existem mais de 80 doenças autoimunes classificadas, algumas mais raras que outras. Algumas das doenças autoimunes mais comuns são:

  • Tiroidite de Hashimoto
  • Artrite Reumatoide
  • Escleroderma
  • Diabetes tipo I
  • Esclerose múltipla
  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Colite ulcerosa
  • Lúpus
  • Esofagite eosinofílica
  • A doença de Graves
  • Líquen escleroso
  • Psoríase

A boa notícia é que, se uma doença autoimune se desenvolver, é possível evitar o desenvolvimento e a progressão e até mesmo conseguir a resolução da autoimunidade, através de alterações adequadas na dieta, no estilo de vida, bem como com suplementos nutricionais e ervas necessários para cada caso.

O intestino permeável pode causar não apenas sintomas no interior do trato digestivo, mas também sintomas sistémicos.

Normalmente, as células que revestem o intestino estão intrinsecamente ligadas e formam uma barreira fina, que mantém as substâncias indesejáveis no interior do trato gastrointestinal.

Com o stress crónico, hábitos alimentares deficitários, como o açúcar e o consumo de alimentos processados e a exposição a toxinas ambientais, como o glifosato ou os metais pesados, esta parede celular é deteriorada e as substâncias estranhas, tais como bactérias, produtos de degradação de alimentos e toxinas, entram livremente no tecido circundante e na corrente sanguínea.

Quando isto ocorre, o sistema imunitário é ativado e começa a produzir células imunitárias que incluem anticorpos contra esses invasores estranhos (antigénios). Por vezes, o sistema imunitário confunde-se e começa a atacar o tecido do corpo humano, em vez de atacar o antigénio.

Este fenómeno denomina-se mimetismo molecular, que é quando um antigénio estranho partilha semelhanças estruturais com os autoantigénios.

O efeito resultante deste fenómeno é a sobreativação do sistema imunitário contra os autoantigénios ou o tecido do corpo humano, provocando uma inflamação.

A menos que o intestino permeável seja reparado, este ciclo vicioso de ativação e disfunção imunitárias prevalecerá e os sintomas da doença autoimune permanecerão.

sistema imunitário

 

Dieta

Estas são algumas das principais alterações na dieta (durante um mês ou mais, dependendo do caso) recomendadas para quem sofre de uma doença autoimune:

  • Excluir todos os grãos ou cereais, incluindo os grãos sem glúten
  • Excluir todas as leguminosas (lentilhas, grão de bico, etc.)
  • Excluir todos os produtos lácteos
  • Excluir todos os legumes solanáceos (batatas, pimentos, tomates, beringelas)
  • Excluir todos os alimentos que contenham açúcar (a fruta é permitida, bem como pequenas quantidades de mel, xarope de ácer e adoçantes não industriais, como a estévia).
  • Excluir os ovos
  • Excluir o álcool e a cafeína

Pode comer sem preocupação:

  • Legumes (exceto os solanáceos)
  • Frutas
  • Nozes / sementes (com moderação e, de preferência, deixadas de molho)
  • Carne e peixe de qualidade
  • Gorduras saudáveis


Estilo de vida

Também é muito importante controlar o stress na sua vida. Um fator de stress agudo não danificará o seu trato digestivo, mas o stress crónico a longo prazo pode enfraquecer a barreira intestinal, o que leva à disfunção imunitária e ao intestino permeável.

É aconselhável a prática de meditação, ioga, caminhadas na natureza ou na praia, acupuntura, massagens relaxantes, enfim, tudo o que o ajude a manter-se relaxado.


Toxinas

Existem muitas toxinas ambientais, como metais pesados, bolor / micotoxinas e químicos industriais e / ou agrícolas que podem desencadear a autoimunidade. É importante evitar estas e outras toxinas, tanto quanto possível. Para isso, é aconselhável consumir alimentos biológicos, na medida das possibilidades.

Para poder realizar um teste cinesiológico que diagnostique qualquer disfunção do sistema imunitário e do estado do intestino, pode utilizar o kit de ampolas de teste do sistema imunitário e o kit de ampolas de teste básico ampliado, com os quais é possível verificar o estado da mucosa intestinal, o sistema imunitário intestinal, o cólon, assim como os restantes órgãos e tecidos do organismo.

Sep 5, 2018

O que me está a provocar artrite?

artrite

Traduzido diretamente do grego, a palavra artrite significa “inflamação das articulações”. No entanto, existem diferentes tipos de dor nas articulações:

Osteoartrite
Esta é a forma mais comum de artrite nas articulações, referente ao “desgaste” que geralmente se desenvolve a partir dos cinquenta anos.

Artrite reumatoide
Este tipo de artrite é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo. Neste caso, ataca a membrana fina que reveste as articulações, o que causa dor e inflamação.

A gota
As pessoas que possuem níveis elevados de ácido úrico no sangue podem desenvolver este tipo de artrite. O ácido pode formar cristais pequenos e afiados numa articulação, o que pode causar dor intensa e inflamação.

Bursite
Esta dor nas articulações provém de uma inflamação da bursa, que é uma estrutura semelhante a um saco que contém o fluido necessário para lubrificar as áreas onde existem músculos ou tendões que estejam em contacto com um osso ou outro músculo. Essa dor é geralmente sentida nas articulações, tais como o ombro ou o joelho.

Se sentir qualquer uma delas, a primeira coisa que deve fazer é descobrir a origem do problema, de forma a poder realizar um tratamento adequado.

Nesse sentido, a cinesiologia pode ajudar-nos muito. Através de um exame geral e completo, podemos evidenciar a causa ou as causas da artrite.
Através do teste, pode verificar-se a possível acumulação de tóxicos ou de metais pesados, problemas nas mucosas intestinais, intolerâncias ou alergias alimentares, bactérias, candidíase, parasitas, vírus, desequilíbrios do sistema imunológico, deficiência de nutrientes e outras causas possíveis que provoquem os processos inflamatórios do organismo.

Para além disso, existem algumas formas de aliviar a dor nas articulações:

Como aliviar a dor nas articulações de forma natural

Artrite reumatoide

Reidrate as suas articulações
As articulações são cápsulas fechadas que precisam de líquidos, o que faz com que a desidratação seja um assunto que muitas vezes é esquecido. Portanto, beber pelo menos seis a oito copos de água por dia é uma forma de aliviar a dor articular de forma natural .

Dieta: alimentos que reduzem a inflamação
A dieta deve ser composta por alimentos que reduzem a inflamação . Alguns deles são:

  • Frutas (kiwi, cerejas, papaia)
  • Legumes (brócolos, alho-porro, cebola)
  • Peixe (salmão, bacalhau, atum)
  • Caldo de ossos (Contém os mesmos compostos que as articulações e é muito fácil de  preparar).

Os benefícios da curcuma para a saúde
As propriedades anti-inflamatórias da curcuma tornam-na num complemento eficaz no alívio da dor e da rigidez nas articulações. Os estudos preliminares das células sugerem que os curcuminoides da curcuma atuam na estimulação de uma resposta anti-inflamatória ao dificultar a expressão da enzima COX-2.

Ingerir suplementos orais de curcuma para a inflamação pode ajudar a reduzir o incómodo das articulações por todo o corpo. Pode começar por 2-3 cápsulas por dia. Se deseja tratar articulações específicas, também se pode aplicar topicamente.

Para elaborar a pasta tópica; misture duas colheres de chá de curcuma em pó e uma colher de sopa de sumo de limão. Adicione a esta mistura uma pequena quantidade de água a ferver, de forma a criar uma pasta uniforme e espessa.

O exercício para as dores nas articulações
À medida que envelhecemos, a dor e rigidez nas articulações aumentam devido à decomposição natural da cartilagem, que é o tecido conjuntivo entre os ossos.
As articulações que se movem muito tendem a permanecer mais saudáveis durante mais tempo, e isso deve-se ao facto de o movimento ajudar a garantir que a cartilagem é nutrida corretamente. A cartilagem absorve os nutrientes do líquido sinovial que a rodeia. Mas apenas uma quantidade suficiente de líquido pode ser absorvida quando a articulação é movida regularmente através da sua amplitude total de movimento.

Mover a articulação debaixo de água, caminhar ou realizar exercícios de extensão são hábitos que podem melhorar a artrite.

Ácido hialurónico
Existe uma investigação vasta sobre o ácido hialurónico para a dor articular. Foi demonstrado que muitos suplementos orais de ácido hialurónico ajudam no tratamento da artrite.

Glucosamina
As proteínas, que constituem a cartilagem saudável, unem-se à água e criam a lubrificação essencial para o conforto das articulações. Quando estas proteínas se decompõem sem poderem desempenhar a sua função, irá sentir-se a dor crónica e a rigidez.

Os suplementos de glucosamina favorecem as suas articulações ao fornecerem estas proteínas cruciais para ajudar a prevenir a erosão da cartilagem.

Jul 13, 2018

Como restaurar a flora intestinal após os antibióticos

flora intestinal após os antibióticos

Os antibióticos matam as bactérias nocivas e podem salvar vidas; no entanto, o efeito é indiscriminado. As bactérias benignas, que residem no trato intestinal e são essenciais para a saúde, são destruídas juntamente com as bactérias patogénicas.
O resultado é prejudicial para o nosso intestino e para a saúde de uma forma geral. Felizmente, existem várias formas de restaurar a flora intestinal após a ingestão de antibióticos.


Conselhos para restaurar a flora intestinal após os antibióticos

Os probióticos são a chave subjacente para restaurar o microbioma intestinal após a utilização de antibióticos.

Os probióticos são formas benignas de bactérias que se encontram naturalmente nos alimentos fermentados. Devem ser ingeridos diariamente para restabelecer o crescimento bacteriano benigno no trato gastrointestinal que foi destruído pelos antibióticos. Pode ser conseguido com alimentos fermentados naturais e suplementos probióticos.

Após a utilização de antibióticos, é vital introduzir paulatinamente vários alimentos fermentados na nossa dieta. Não se fique por um alimento específico; procure alternar e experimentar. A variedade é a chave para ter um intestino saudável e um sistema imune forte.

Cada tipo de alimento fermentado contém as suas próprias estirpes bacterianas que ajudam a “semear” e começar a equilibrar o seu próprio jardim intestinal. Seguem-se alguns alimentos fermentados entre os quais pode escolher:

  • iogurte
  • soro de leite
  • quefir
  • sopa de beterraba
  • chucrute
  • kimchi
  • miso
  • kombucha

 

Os probióticos

Os probióticos em forma de suplementos também devem ser tomados regularmente após a utilização de antibióticos. Proporcionam um reabastecimento constante de bactérias benignas. Por cada semana de utilização de antibióticos, é recomendável tomar um suplemento probiótico durante pelo menos um mês.

Seguem-se algumas estirpes bacterianas pelas quais deve procurar num probiótico de qualidade.

  1. acidophilus
  2. fermentum
  3. plantarum
  4. rhamnosus
  5. salivarius
  6. bifidum
  7. Longum
  8. Lactis
  9. Casei
  10. Helveticus

Também é recomendado que as estirpes estejam protegidas em cápsulas gastrorresistentes aos ácidos estomacais para que possam chegar ao intestino grosso e cólon.

Para que as bactérias sejam restabelecidas no intestino após a utilização de antibióticos, devem ser “alimentadas” com alimentos ricos em fibra.

As bactérias benignas no intestino alimentam-se de fibra não digerível, isto é, compostos e fibras que o nosso organismo não consegue digerir mas que alimentam as bactérias benignas.
As bactérias quebram estas fibras através do processo de fermentação. Os subprodutos deste processo de fermentação incluem várias vitaminas e compostos que protegem o nosso sistema imunológico e ácidos fordos essenciais que proporcionam combustível às células que formam a parede intestinal.

Seguem-se alguns exemplos de alimentos ricos em fibra que ajudam a melhorar a saúde intestinal: Espargos, alcachofas, courgette, couve, cebolas, alho, alho francês, leguminosas, nozes, sementes, banana verde, frutos inteiros.

Procure adquirir frutas e verduras que sejam cultivadas localmente.

As frutas e verduras cultivadas localmente têm bactérias do solo e organismos que são nativos do seu clima e ambiente específicos. São parte do seu ecossistema pessoal e podem fazer que o seu sistema seja mais compatível com o pólen ou alérgenos locais.
Pode beber caldo de ossos, é um probiótico natural e está repleto de colagénio curativo.
As frutas e verduras no forno são mais fáceis de digerir que as cruas.
Entre elas, pode tomar maçãs no forno, ajudam a libertar a pectina, que aliviará o trato intestinal.

 Junte um pouco de óleo de coco virgem extra às fervuras ou guisados. O óleo de coco é uma excelente fonte de ácidos gordos de cadeia média (AGCM).

O gás extra intestinal que se forma quando as bactérias benignas descompõem a fibra dietética através da fermentação é um dos sintomas mais comuns quando se inicia um tratamento com probióticos pela primeira vez. 

O excesso de gás pode ser especialmente pronunciado após uma ronda de antibióticos, quando todo o pH do intestino é alterado. Compreenda que o gás é normal e um sinal de que as bactérias benignas estão a funcionar. Normalmente, após duas a quatro semanas, o pH normaliza-se e as coisas acalmam-se.

Pode introduzir os probióticos pouco a pouco, ou não tomar o probiótico durante um dia ou dois para deixar que a atividade bacteriana avance mais lentamente se achar necessário.

 

Jun 28, 2018

Evite o excesso dos estrogénios pela exposição a xenoestrogénios

estrogénios

Nos últimos 50 anos, o domínio dos estrogénios transformou-se numa ameaça grave para a saúde.

A hormona progesterona é responsável por equilibrar los níveis e efeitos do estrogénio no nosso organismo. No entanto, quando existe demasiado estrogénio relativamente à progesterona, o primeiro acumula-se no corpo podendo provocar problemas de saúde.

Vários fatores explicam o excesso atual de estrogénios. Este artigo foca um dos fatores mais relevantes: a nossa exposição crescente aos xenoestrogénios.


Xenoestrogénios

A nossa exposição ambiental aos xenoestrogénios, compostos semelhantes aos estrogénios, tem vindo a aumentar a um ritmo alarmante durante décadas. Os xenoestrogénios funcionam como disruptores endócrinos que podem ser 10 a 100 vezes mas potentes que os estrogénios naturais.

Como exemplo de alguns dos seus efeitos, veja-se a alteração verificadas quando as meninas entram na puberdade. Em 1900, a idade média de início da puberdade das meninas era aos 14 anos. Se compararmos este dado com um dos estudos mais recentes, podemos comprovar que 15% das meninas entra na puberdade aos 7 anos, uma percentagem que vai aumentando nas idades seguintes.

Os  xenoestrogénios comuns estão presentes em substâncias químicas como o BPA, PCB, ftalatos, pesticidas, herbicidas e resíduos de DDT, os quais na sua maioria se encontram nos nossos alimentos e água.

O BPA foi reconhecido como um disruptor endócrino especialmente difundido. É utilizado no fabrico de copos de plástico rígidos, garrafas de água e recipientes ou vasilhames de alimentos. Também está presente nos revestimentos de muitas latas e em selantes odontológicos.

Os ftalatos são utilizados em produtos de PVC para os tornar mais lisos e mais flexíveis. Podem estar presentes em brinquedos, recipientes de alimentos, nas instalações dos pisos, cortinas de chuveiro, bem como nos esmaltes de unhas, lacas para o cabelo ou champô.


Como reduzir a exposição ao xenoestrogénio

Seria impossível enumerar todos os compostos de xenoestrogénios atualmente em utilização. Existem literalmente milhares que podem ser adicionados legalmente aos nossos alimentos, produtos de limpeza e produtos de higiene pessoal. No entanto, para limitar a sua exposição na medida do possível, pode seguir estes conselhos básicos:

alimentos orgânicos,

Opte pelos alimentos orgânicos: Ao escolher alimentos orgânicos, evita consumir pesticidas e hormonas de crescimento presentes em carnes não ecológicas.

Descasque ou lave bem as frutas e vegetais não orgânicas. Regra geral, quanto mais se aproxime à natureza em termos de alimentos que consume (menor quantidade de processamento), melhores resultados obterá a longo prazo.
A proteção proporcionada por um bom suplemento multivitamínico / mineral também é essencial.

Evite os pesticidas e herbicidas sempre que seja possível. Se tiver que usar estes produtos, evite o contacto direto e a inalação.

Usar produtos naturais de limpeza para a casa como bicarbonato de sódio ou produtos o mais ecológicos possível.

Opte por produtos de higiene pessoal sem produtos químicos. Os xenoestrogénios são ingredientes comuns em protetores solares, loções, sabões e champôs. Apenas alguns dos xenoestrogénios encontrados nestes produtos contêm DMP, DEP, DEHP, DBP e BzBP e galato de propilo. (Tenha presente que, só porque um produto se apresenta como natural, não significa que não contém xenoestrogénios e outros componentes químicos nocivos.

Por outro lado, não é recomendável a utilização de produtos com lavanda e óleo da árvore do chá em crianças até aos dois anos.

Os recibos das caixas registadoras contêm BPA. A investigação permitiu comprovar que as pessoas que manipulam recibos, registam a presença deste composto na urina, algumas horas após.

Não usar recipientes de plástico que contenham BPA, nem reutilizar, misturar ou aquecer alimentos em recipientes de plástico.

Suplementos recomendados. Os estudos demostraram que a curcuma (ou seu extrato; a curcumina) ajuda a deter o crescimento de células cancerígenas dependentes de estrogénios. Também se recomenda tomar desintoxicantes naturais como o coentro, a espirulina ou clorela de forma regular. O chá verde em concentrações elevadas também tem propriedades anti-estrogénicas.

Evitar o consumo de alguns alimentos: A soja imita o estrogénio, pelo que é melhor evitar os produtos processados ​​de soja (apesar de o consumo ocasional de soja fermentada ser recomendado). Os óleos de girassol, cártamo, semente de algodão e canola podem ser naturais mas são estrogénicos e devem ser evitados, ou pelo menos reduzir o seu consumo.

Por outro lado, o alcaçuz inibe a ação da hormona progesterona, pelo que não é aconselhável abusar do mesmo em caso de excesso de estrogénio.

Para comprovar a existência de um excesso de estrogénios ou déficit de progesterona através da kinesiología, pode utilizar o teste de hormonas sexuais ou o teste de sistema endócrino que conta também com filtros de eventuais tratamentos ou suplementos.

Se preferir abordar o tratamento com recurso à fitoterapia, o teste de plantas medicinais para a mulher, tem os filtros das principais plantas utilizadas para regular o sistema hormonal sexual.

Jun 13, 2018

Em que consiste a inflamação intestinal?

inflamação intestinal

Um dos problemas de saúde digestiva mais comuns é a inflamação e irritação do revestimento intestinal, o que pode estar na origem de vários problemas de saúde.

 São várias as causas possíveis de inflamação intestinal, pode dever-se a:

  • Um desequilíbrio das bactérias intestinais
  • Uma dieta com elevado teor de hidratos de carbono (açúcar, farinha branca, produtos de grãos refinados, etc.)
  • Uma dieta deficiente de proteínas
  • Toxinas como pesticidas, herbicidas, metais pesados, conservantes de alimentos, etc.
  • Stresse crónico (físico ou mental)
  • Vários medicamentos, especialmente antibióticos

Em muitos casos, a inflamação intestinal causa doenças inflamatórias crónicas fora do sistema digestivo. Quando as pessoas sentem estas complicações, muitas delas não fazem ideia onde procurar para encontrar a raiz do problema.

Quando o corpo sofre uma inflamação crónica , a resposta imunológica é constante. Esta produção interminável de células imunitárias danifica o corpo permanentemente. Quando o organismo está constantemente a atacar os patogénicos que causam a inflamação, não se foca em reparar o tecido saudável que é danificado durante o processo. A inflamação está relacionada com variadíssimas condições de saúde, tais como:

  • Degeneração nervosa
  • Diabetes
  • Síndrome metabólico
  • Destruição de rins e pulmões
  • Doenças autoimunes
  • Pressão arterial elevada
  • Apneia do sono
  • Doença inflamatória intestinal
  • Asma
  • Fibromialgia
  • Síndrome de fadiga crónica
  • Síndrome de intestino permeável

intestino permeável

Síndrome de intestino permeável e respetivo corpo

Apesar de ser difícil de acreditar que a inflamação no intestino pode causar dor crónica em outras partes do corpo, faz bastante sentido.

 O síndrome do intestino permeável verifica-se quando as paredes intestinais se tornam mais permeáveis do que o normal e permitem a filtração para o corpo.

Esta condição permite que os alimentos não digeridos, as bactérias e outros conteúdos passem através das paredes do trato digestivo para a corrente sanguínea e os tecidos circundantes, causando inflamação em todo o corpo, afetando a saúde.

A solução para o síndrome do intestino permeável ainda não foi descoberta pelos meios convencionais. No entanto, trata-se de um problema real e devidamente documentado. Este síndrome está relacionado diretamente com uma longa lista de sintomas, tais como:

  • Fadiga crónica
  • Dores
  • Dores de cabeça
  • Insónias
  • Prisão de ventre e diarreia
  • Névoa do cérebro
  • Depressão
  • Síndrome de intestino permeável (SIP)
  • Problemas cardíacos
  • Doença pancreática
  • Artrite inflamatória

 

De que forma o seu intestino afeta as suas articulações

Muitas pessoas que sentem diferentes tipos de dor nas articulações tentam encontrar uma “solução rápida” ao mascarar a dor com medicamentos ou produtos tópicos. São meras soluções temporárias. Apesar de ser verdade que alguns tipos de artrite nas articulações não tem cura, não se pode perder a esperança. A origem do problema pode ter solução.

Quem sofre de síndrome de intestino permeável sente frequentemente a propagação da inflamação e toxicidade.
Quando as toxinas, bactérias, partículas de alimentos não digeridos e outros contaminantes atravessam as paredes danificadas do intestino, encontram novos lugares para causar danos. Se tem tendência para sofrer de inflamação de articulações, esta pode ser a origem.

Estudos recentes relacionaram o síndrome do intestino permeável com a artrite reumatoide. Assim, se tiver problemas nas suas articulações, pode estar focado no local errado.

Felizmente, existem maneiras de trabalhar na cura do seu intestino para que a saúde possa ser restabelecida. Um dos passos mais importantes a seguir para restabelecer a flora intestinal saudável é escolher o suplemento probiótico certo.

Ao escolher o melhor probiótico , é necessário ter em conta que é mais importante existir uma combinação diversa de variedades que uma quantidade elevada de CFU.

Estas 7 variedades parecem ter mais êxito no tratamento da desintoxicação e a saúde de uma forma geral:

  1. acidophilus
  2. fermentum
  3. plantarum
  4. rhamnosus
  5. salivarius
  6. bifidum
  7. Longum

 

May 30, 2018

Qual a razão da minha prisão de ventre?

prisão de ventre

Os nossos intestinos devem ser evacuados pelo menos uma vez por dia, e idealmente entre duas a três vezes por dia; caso contrário, surge uma complicação de prisão de ventre.

Afinal de contas, fazemos três refeições por dia, e cada refeição produz os seus próprios produtos residuais, os quais devem ser eliminados.

Mas para ajudar a aliviar a prisão de ventre, é necessário determinar a causa raiz dos sintomas.

Após descartarmos eventuais problemas de saúde gastrointestinais, (por exemplo SII, disbiose, candidíase, etc.) é possível considerar os seguintes fatores como eventuais causas da prisão de ventre.

  • A carência de fibra
  • Obstrução da válvula ileocecal
  • Carência de água
  • Excesso de ferro

A carência de fibra na dieta
Precisamos de consumir pelo menos entre 25 a 30 gramas de fibra por dia para evitar os sintomas de prisão de ventre. Infelizmente, as técnicas modernas de processamento de alimentos eliminam frequentemente a fibra dos alimentos e, como resultado, muitos de nós consumimos menos de 20 gramas por dia. Neste caso, é tão simples como aumentar o consumo de fibra.

fibra na dieta

Obstrução da válvula ileocecal
A válvula ileocecal está situada entre o intestino delgado e o grosso. Basicamente, encontra-se na mesma área que o apêndice e muitas vezes pensa-se que se trata de um problema de apêndice e, na verdade, trata-se de um problema com esta válvula. Esta pequena válvula tem duas funções muito importantes. Em primeiro lugar, funciona como  barreira que evita que o conteúdo tóxico do intestino grosso retroceda para o intestino delgado. Em segundo lugar, evita que os produtos alimentares do intestino delgado passem para o intestino grosso antes de terminar o processo digestivo.

Por vezes, esta válvula pode ficar obstruída ou bloqueada, é a designada obstrução da válvula ileocecal. Quando esta válvula fica fechada, pode causar sintomas de prisão de ventre.

Felizmente, através de um teste kinesiológico podemos comprovar o estado da válvula ileocecal e realizar procedimentos simples que permitam abrir a válvula novamente caso fique bloqueada.


Carência de água
Por vezes, o corpo requer apenas uma ingestão de água mais constante para que tudo funcione sem problemas. Está demonstrado que beber entre seis a oito copos de água por dia pode corrigir os sintomas de prisão de ventre em algumas pessoas.


Excesso de ferro
Várias formas de ferro podem causar prisão de ventre em algumas pessoas, razão pela qual o consumo de ferro em complexos multivitamínicos ou em suplemento de ferro para tratar a anemia, pode estar na origem dos sintomas de prisão de ventre.

Nestes casos, recomendamos tomar a multivitamina ou o ferro durante a refeição mais abundante do dia, normalmente ao almoço, quando os níveis do ácido clorídrico no estômago são elevados. O ferro requer níveis de ácido adequados para ser digerido adequadamente.

May 16, 2018

A importância das bifidobactérias na saúde a longo prazo

bifidobactérias

Parte da investigação médica está atualmente centrada no estudo da microflora intestinal (ou microbioma) que reside no aparelho digestivo humano.

Estes triliões de microrganismos ajudam a regular o nosso sistema imunológico, sistema endócrino, digestão e metabolismo.

Os cientistas estão a constatar que o microbioma intestinal está relacionado com o estado emocional, a saúde cardiovascular e a capacidade de lutar contra doenças.

A investigação permitiu comprovar que a recuperação do equilíbrio da flora intestinal pode ajudar a promover a saúde a longo prazo.

Entre as bactérias mais importantes e benéficas do microbioma intestinal encontram-se as pertencentes ao grupo das bifidobactérias.

 As bifidobactérias têm variadíssimos benefícios para a saúde: combatem as alergias, os níveis elevados de colesterol, as doenças respiratórias, o stresse e a ansiedade.

Durante a infância, os nossos corpos contam com um elevado número de bifidobactérias. Mas com o avançar da idade, a má alimentação, a utilização de antibióticos e outros agentes externos, os níveis de bifidobactérias diminuem.

A proporção de bifidobactérias saudáveis no intestino humano durante a infância é de aproximadamente 60%.

Durante a idade adulta, as bifidobactérias diminuem entre 30% a 40%, durante a meia idade, a sua proporção encontra-se próxima dos 10%, e diminuem para menos de 5% durante a terceira idade.

fibra prebiótica

Para promover a recuperação dos níveis saudáveis de bifidobactérias, os investigadores estudaram uma fibra prebiótica chamada xilooligosacárido (XOS), composta por carolos de milho não transgénicos.

A XOS proporciona um ambiente natural ideal para que as bactérias saudáveis prosperem no aparelho gastrointestinal.

Em estudos realizados, foi possível constatar que a XOS ajudou a recuperar a saúde intestinal e promover a presença de bifidobactérias em apenas 14 dias, sem promover outras bactérias danosas.

Este prebiótico foi eficiente inclusivamente quando tomado em quantidades relativamente pequenas.

A presença de menos bífido significa mais espaço para que as bactérias perigosas e não saudáveis possam proliferar, razão pela qual é importante conservar as nossas bactérias benéficas.

Para crescer e multiplicar-se, as bifidobactérias precisam de dispor do alimento adequado. No entanto, a dieta de muitas pessoas é notoriamente deficiente em fibra dietética, a fonte de alimento número um das bifidobactérias. O termo prebiótico pode ser novo para algumas pessoas, no entanto os prebióticos existem há anos mas são conhecidos como fibra solúvel. Para obter um aumento significativo das bifidobactérias é necessário ingerir uma dose elevada de fibra solúvel.

Num estudo realizado, foram necessários entre 10 a 20 gramas de FOS (fruto-oligossacáridos), um tipo de fibra solúvel, para conseguir um aumento significativo das bifidobactérias. Para algumas pessoas, as doses elevadas de suplementos de fibra podem causar flatulência excessiva, inchaço e cãibras intestinais.

No entanto, estudos recentes realizados em humanos demonstraram que a XOS ajuda a aumentar, de forma segura e significativamente, os níveis de bifidobactérias benéficas.

Com a ajuda do Kit de teste básico podemos verificar se precisamos ou podemos dispensar algum tipo de bactérias intestinais.

 

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